Cirurgia para restaurar o prepúcio do pênis 'vira moda' nos Estados Unidos

Por Redação, com Extra Not Found 28/04/2026 11h11
Por Redação, com Extra Not Found 28/04/2026 11h11
Cirurgia para restaurar o prepúcio do pênis 'vira moda' nos Estados Unidos
Cirurgia fica popular nos Estados Unidos - Foto: Foto de Deon Black/Pexels

Nos últimos anos, tem se tornado cada vez mais comum a cirurgia de restauração do prepúcio nos EUA. Em expansão, o procedimento, na contramão da circuncisão (também conhecida como postectomia), revela uma nova faceta dos cuidados genitais masculinos. O prepúcio é a dobra de pele móvel e retrátil que cobre e protege a glande (a cabeça do pênis).

Nos EUA, a circuncisão atingiu seu auge em meados da década de 1960, quando estima-se que 80% dos homens tinham o prepúcio removido. Mais recentemente, no entanto, a popularidade do procedimento caiu drasticamente: 49% dos bebês do sexo masculino foram circuncidados em 2022, o último ano com dados disponíveis, de acordo com a revista "New York".

No meio da discussão está um questionamento: a remoção do prepúcio é benéfica para os homens? Médicos divergem, embora os benefícios apontados por pesquisas sejam maiores.

Enquanto isso, por razão estética e busca de maior conforto, Daniel Floyd resolveu aderir à "trend".

Pouco antes de completar 4 anos, Daniel, que fora circuncidado ainda bebê, começou a ter pesadelos recorrentes em que era amarrado a uma mesa com os membros abertos enquanto um médico ou vizinho cortava seus genitais, às vezes com tesouras de jardinagem.

Os sonhos continuaram até o fim do ensino fundamental, quando a sensação da ponta do seu pênis roçando na sua roupa íntima começou a enlouquecê-lo. Era irritante e desconfortável, e o enchia de raiva.

Pela internet, o americano descobriu a restauração do prepúcio. Eles tentou, inicialmente, medidas não cirúrgicas, com o uso de fitas adesivas esticando a pele restante, um dispositivo com cones de plástico e terapia com om luz vermelha na virilha para estimular o crescimento de nova pele. Nada lhe deu a solução definitiva que ele tanto almejava.

Até que, no ano passado, Daniel se submeteu finalmente à cirurgia de restauração do prepúcio. Um médico em Burlingame (Califórnia, EUA) fez um corte na carne da parte inferior do seu pênis, separou a pele da haste e puxou a pele solta para a frente, que o cirurgião então costurou com mais de 60 pontos, incluindo quatro suturas na ponta do pênis de Floyd para apertar a carne e manter a glande firme dentro.

"Eu chorei. Muito. Eu pude dizer: Meu Deus, estou segurando o meu prepúcio de verdade pela primeira vez!", comemorou Daniel ao ver o resultado da cirurgia.

Em redes sociais foi criado até um movimento que se opõe à circuncisão.

"O prepúcio não é um extra, é essencial", disse Eric Clopper, um membro proeminente do movimento "intactivista".

O defensores da restauração destacam a "natureza multifacetada" do prepúcio — que inclui terminações nervosas, tecido muscular liso e membrana mucosa — e costumam enumerar, com evidente admiração, os papéis cruciais que ele desempenha em tudo, desde a relação sexual até a defesa imunológica. Eles sabem que, uma vez removido, tecidos como a faixa estriada (um anel na ponta do prepúcio com nervos semelhantes aos dos lábios) e o frênulo (que conecta o prepúcio à glande) não podem ser regenerados.

O entusiasmo pela estrutura natural dos genitais também faz dos círculos de restauração do prepúcio um local acolhedor, com muitas fotos de pênis. As restaurações podem ser totais, cobrindo toda a glande, ou parciais (pela metade).

"Parabéns pelo seu sucesso!!! Você se dedicou e mereceu, irmão!", escreveu um usuário a um homem que havia passado pela cirurgia.