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Finados? Eu chamo de saudade.
Pensar o luto geralmente remete à tristeza, à perda, à melancolia e a muita emoção que, por vezes, vem sem controle. O choro escorre mesmo quando não queremos. Ele vem. No meio da rua, num show, numa fila de lotérica, a teimosa lágrima escorre sem permissão e mostra o quanto aquela dor ainda está lá.É difícil conhecer alguém que não viva um luto, que não tenha sentido uma despedida que não tem mais volta e que machucou tanto que o buraco que ela deixou não se preenche...
Quando os meninos vão crescer?
A sexta eliminação consecutiva do Brasil em Copas do Mundo escancara um problema que vai além do futebol: a perda do compromisso, da liderança e do significado de vestir a camisa da Seleção.
O hexa veio. Infelizmente, o oposto do que queríamos. Somos, agora, seis Copas do Mundo seguidas sem conquistar o tão sonhado título. É uma sequência indigesta, triste, mas, acima de tudo, reveladora. A seleção que um dia colocava medo nos adversários apenas por entrar em campo parece cada vez mais distante daquela que encantava o mundo.Mas o que esperar? É possível depositar esperança em um elenco marcado muito mais por polêmicas fora de campo do que pelo futebol dentro dele? A...
Arapiraca é delas
A revitalização do Memorial da Mulher reacende uma urgência histórica: reconhecer o papel das arapiraquenses na construção da cidade e enfrentar, com voz ativa, os desafios ainda impostos às mulheres no presente.
A entrega da revitalização do Memorial da Mulher em Arapiraca, neste mês de abril de 2026, traz consigo uma necessidade urgente: que Arapiraca olhe para suas filhas e as celebre com a significância que têm. Porque não se trata apenas de memória — trata-se de resistência diante de um presente que insiste, diariamente, em apagar mulheres.De Ceci Cunha, na política; Dona Flor, na música; Dona Deusdeth, na educação; de Célia, na saúde… Arapiraca tem sido feita e refeita por mãos...
Um real de pão.
Entre a inflação do pão e a desvalorização da infância, a conta que mais pesa não é a do cartão, é a que o tempo cobra sem parcelamento.
Ontem parei na padaria e comprei seis pães. Deu uns três ou quatro reais. Paguei no crédito e foi tudo tão automático que sequer analisei o peso daquilo. Não que seja um valor exorbitante, não que tenha feito um grande buraco no meu orçamento, mas aquele valor em uma pequena sacolinha de pão me fez, agora, refletir sobre o tempo e o quanto ele é cruel. Foram quatro pães franceses e dois doces, daqueles amarelinhos com côco por cima, uma delícia.Quando criança, minha mãe me...
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