Alagoas registra mais de 100 casos de estupro de vulnerável em dois meses e acende alerta

Por Redação com agências 09/04/2026 14h02
Por Redação com agências 09/04/2026 14h02
Alagoas registra mais de 100 casos de estupro de vulnerável em dois meses e acende alerta
Alagoas registra mais de 100 casos de estupro de vulnerável em dois meses e acende alerta - Foto: Reprodução



O estado de Alagoas contabilizou 104 casos de estupro de vulnerável apenas nos dois primeiros meses de 2026. Os dados são da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Sinesp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e indicam uma média de duas vítimas por dia.

Segundo o levantamento, janeiro concentrou 55 ocorrências, enquanto fevereiro registrou 49 casos. Entre as vítimas, a maioria é do sexo feminino, com 86 registros. Também foram contabilizados 16 casos envolvendo vítimas do sexo masculino, além de duas ocorrências sem identificação de gênero.

Na comparação com o mesmo período de 2025, houve um aumento de 29 casos, representando um crescimento de 38,67%, o que reforça o cenário preocupante.

A advogada Sabrina Duarte, integrante da Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL), destaca a gravidade dos números, especialmente por envolverem, em muitos casos, crianças.

Segundo ela, os abusos costumam ocorrer dentro do próprio círculo de convivência da vítima. “Na maioria das vezes, o agressor é alguém próximo, como um familiar ou conhecido, o que torna ainda mais difícil a identificação e denúncia”, explicou.

A advogada também chama atenção para sinais que podem indicar situações de violência. Mudanças repentinas de comportamento, como isolamento, medo excessivo ou resistência em ficar perto de determinadas pessoas, devem ser observadas com atenção. Em crianças menores, é importante ainda ficar atento a possíveis marcas ou sensibilidade incomum no corpo.

Por fim, Sabrina reforça que a denúncia é essencial para interromper o ciclo de violência e garantir a responsabilização dos agressores. Casos suspeitos devem ser comunicados ao Conselho Tutelar e à Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente.