Gripe Aviária: Alagoas decide amanhã (10) plano de urgência para conter vírus H5N1 após morte de aves em praias

Por Redação com Assessoria 09/04/2026 16h04 - Atualizado em 09/04/2026 16h04
Por Redação com Assessoria 09/04/2026 16h04 Atualizado em 09/04/2026 16h04
Gripe Aviária: Alagoas decide amanhã (10) plano de urgência para conter vírus H5N1 após morte de aves em praias
Alagoas decide amanhã (10) plano de urgência para conter vírus H5N1 após morte de aves em praias - Foto: Assessoria

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) realiza, nesta sexta-feira (10), às 10h, uma audiência pública para validar o Plano de Ação de enfrentamento ao vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), a Gripe Aviária, no estado. O encontro, que ocorre na Sala dos Conselhos do prédio-sede, no Poço, e busca sanar a falta de um protocolo oficial de resgate e testagem no estado.

A medida tornou-se urgente após aves silvestres e migratórias surgirem mortas ou moribundas no litoral alagoano, sem que os órgãos soubessem quem deveria recolhê-las, o que forçou a abertura de um procedimento administrativo para evitar um colapso na saúde pública e na economia avícola.

O que ficou definido no encontro de março

A audiência de amanhã é o desdobramento direto da reunião ocorrida em 6 de março, quando o promotor de Justiça Alberto Fonseca alertou para a “falta de eficácia e de planejamento” dos órgãos estaduais. Na ocasião, o MPAL reuniu Instituto do Meio Ambiente (IMA), Polícia Ambiental (BPA), Lacen, Adeal, UVZ, Instituto Biota e a Secretaria de Saúde para listar gargalos críticos que o novo plano deve sanar, como:

Responsabilidade de resgate: Definir qual órgão recolhe aves vivas ou mortas em Maceió e no interior;


Testagem e Quarentena: Identificar quem fará a coleta de material laboratorial e onde os animais sobreviventes ficarão isolados;


Descarte Seguro: Estabelecer como e onde será feito o descarte dos corpos das aves infectadas para evitar novos focos.
O perigo do resgate doméstico

A demora na criação deste plano oficial criou um cenário perigoso no litoral. Sem saber a quem recorrer, banhistas resgatam aves doentes por conta própria. Segundo a denúncia que motivou o MPAL, embora movida por boa vontade, “a atitude configura risco de contaminação e amplificação da cadeia de transmissão do vírus H5N1, expondo não apenas as pessoas que manipulam os animais, mas também criando um foco de disseminação para aves de subsistência e de produção, com potencial de atingir a cadeia avícola”.

O promotor Alberto Fonseca, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Capital, reforça a necessidade de pressa, destacando que o estado de emergência zoossanitária federal, vigora até abril.




“Alagoas criou um Grupo de Trabalho entre 2023 e 2024 para tratar do assunto e adotar algumas providências, após o governo federal ter decretado, em maio de 2023, estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional devido à detecção do H5N1 em aves silvestres. No entanto, de lá até aqui, constatamos falta de eficácia, de planejamento e de atuação dos órgãos envolvidos, inclusive quanto ao resgate e testagem de aves marinhas com suspeita do vírus. Por essa razão, o MPAL iniciou esse trabalho em que se busca criar o Plano de Ação e definir atribuições para cada um dos órgãos”, explicou o promotor.