Mulher trans é torturada e marcada com suástica nazista no Mato Grosso do Sul

Por Redação, com Revista Afirmativa 18/03/2026 11h11 - Atualizado em 18/03/2026 11h11
Por Redação, com Revista Afirmativa 18/03/2026 11h11 Atualizado em 18/03/2026 11h11
Mulher trans é torturada e marcada com suástica nazista no Mato Grosso do Sul
Mulher trans é torturada - Foto: TV Morena

No último sábado (14), uma mulher trans de 29 anos foi vítima de tortura e teve o braço marcado à faca com uma suástica nazista em Ponta Porã (MS). Um dos suspeitos é o namorado da vítima, de 22 anos, que confessou ter participado do crime. 

Ele teria atraído a mulher até a casa do casal para quem trabalhavam, sob a justificativa de receber um pagamento por serviços de limpeza e corte de grama prestados pela vítima. 

Em entrevista ao G1, a mulher relatou que quando chegou ao local foi chamada ao escritório, onde foi ameaçada e imobilizada ao tentar fugir. 

“Eu fui como uma funcionária normal receber meu pagamento […] Quando eu entrei no escritório, meu namorado estava com uma fita na mão, daquelas de luta, e perguntou se eu queria morrer em pé ou deitada”, contou ao portal.

Ainda segundo a vítima, ela foi agredida na cabeça, costas e estômago, com socos, chutes e golpes com objetos, como um cabo de vassoura e um taco de sinuca. Durante as agressões, o dono da casa pediu que sua esposa esquentasse uma faca e a usou para marcar o braço da mulher com o símbolo de uma suástica nazista. 

Depois de ser torturada, a vítima foi liberada pelo patrão sob ameaça de morte caso contasse a alguém sobre o ocorrido. Ela afirmou ao G1 que precisará passar por duas cirurgias na cabeça e trocar a pele do braço para se recuperar das agressões sofridas.

À polícia, o patrão afirmou que chamou a mulher à sua casa para falar sobre um serviço de faxina que foi pago antecipadamente e não teria sido realizado. Segundo ele, a vítima chegou ao local acompanhada do namorado, com quem teria iniciado uma briga que acabou em agressões, e ele e a esposa apenas intervieram na situação. Já o namorado, afirmou tê-la apenas segurado enquanto o casal praticava as agressões.

Os três suspeitos estão sob prisão preventiva desde a manhã de domingo (15) e seguem à disposição da Justiça. O caso é investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM).