No Carnaval, Secdef atende crianças e adolescentes vítimas de violência na Central de Flagrantes

15/02/2026 17h05
15/02/2026 17h05
No Carnaval, Secdef atende crianças e adolescentes vítimas de violência na Central de Flagrantes
Ação da secretaria - Foto: Assessoria

O Carnaval também exige uma rede de proteção. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) iniciou, no último sábado (14), a Operação Carnaval, que segue até a quarta-feira de cinzas (18), na Central de Flagrantes, em Maceió.



A ação ocorre diariamente, das 8h às 20h, com uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e advogados. O objetivo é garantir atendimento imediato e humanizado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência durante o período festivo.



A iniciativa é executada por meio do Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes (Caica) Ana Beatriz, que tem base operacional no bairro do Tabuleiro do Martins.



Proteção durante o Carnaval



A Operação Carnaval foi estruturada para responder ao aumento no fluxo de pessoas e ao consumo de bebidas alcoólicas, fatores que, historicamente, elevam os casos de violência e situações de vulnerabilidade envolvendo o público infantojuvenil.



Para a secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, Tereza Nelma, a presença da Secdef na Central de Flagrantes potencializa a defesa de direitos com a prioridade absoluta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “O Estado se faz presente para proteger quem mais precisa em um período de maior exposição a riscos”, destaca a secretária.



Tereza Nelma diz ainda que a atuação estratégica no local reduz a revitimização e assegura um acolhimento mais rápido e eficaz.



Como funciona o atendimento



Na prática, ao ser registrada uma ocorrência na Central de Flagrantes, a equipe do CAICA é acionada imediatamente. O atendimento acontece em sala reservada, garantindo sigilo, escuta qualificada e orientação jurídica. Após o acolhimento inicial, os casos são encaminhados diretamente a órgãos como o Conselho Tutelar, o Ministério Público e a Defensoria Pública, assegurando a continuidade da proteção.



A gerente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secdef, Priscila Morais, ressalta que a atuação in loco permite maior articulação entre os órgãos e agilidade no fluxo de atendimento. “A operação tem intuito de assegurar que o acolhimento qualificado ocorra desde o primeiro contato, garantindo que os casos continuem sendo acompanhados pelo Caica mesmo após o encerramento do período carnavalesco”, conclui.