Dois suspeitos de atacar cão Orelha estão na Disney; polícia quer evitar protesto no aeroporto
Dois adolescentes suspeitos de envolvimento no ataque ao cão Orelha, em Florianópolis, estão fora do Brasil em uma viagem de formatura para a Disney, nos Estados Unidos. A ida teria sido planejada há cerca de um ano e não teria relação com as apurações em andamento. No total, quatro jovens estão sob investigação da polícia no caso que terminou com a morte do animal.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, disse que há uma preocupação com a convocação de um protesto no aeroporto de Florianópolis no retorno dos adolescentes. A defesa dos envolvidos não foi localizada pela reportagem.
"São 115 jovens que estarão lá, 113 não tem nenhuma relação com o caso. Então nos preocupa muito a situação de que alguém possa ser machucado por conta de uma situação que envolve duas pessoas", disse.
Segundo ele, será montada uma estrutura com apoio da polícia e do aeroporto para receber os jovens com segurança.
O delegado disse também que não houve apreensão de passaportes de outros jovens envolvidos no caso que ainda estão no Brasil.
Os adolescentes também são suspeitos de tentar afogar no mar outro cachorro, que conseguiu escapar. O animal foi adotado pelo próprio delegado-geral e recebeu o nome de Caramelo. Essa tentativa de afogamento não teria ocorrido no mesmo dia do ataque ao cão Orelha.
"Nós temos a imagem deles pegando esse animal do colo e a câmera corta, mas temos depoimentos de testemunhas que afirmam que eles arremessaram esse cão ao mar", disse a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção ao Animal.
Três homens adultos foram indiciados por coação de testemunha, de acordo com o divulgado nesta terça-feira (27) pela polícia.
A delegada Mardjoli disse que testemunhas mencionaram que um dos indiciados usava frases de efeito como "você sabe com quem está falando?" e ameaçou destruir um carro.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou nas redes sociais que a coleta de provas, a oitiva de testemunhas e demais trâmites legais foram realizados "sem atropelos".
"Confesso que custei a acreditar, adolescentes jovens de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade", disse Jorginho. "Não importam quem são nem os sobrenomes que carregam, a lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida."
O caso chamou a atenção de celebridades que passaram a compartilhar imagens do caso e cobranças de justiça. A ativista de proteção animal Luisa Mell estava presente na coletiva de imprensa, que ocorreu na sede da Polícia Civil catarinense.
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