Irmã Henriqueta, freira símbolo da defesa dos direitos humanos no país, morre em acidente de carro

Por Redação, com Metrópoles 12/01/2026 19h07
Por Redação, com Metrópoles 12/01/2026 19h07
Irmã Henriqueta, freira símbolo da defesa dos direitos humanos no país, morre em acidente de carro
Henriqueta - Foto: Wagner Almeida / Ascom Sejudh

A freira Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante (foto em destaque), mais conhecida como irmã Henriqueta, morreu no último sábado (10/1) após o carro em que estava capotar na BR-230. Ela retornava para João Pessoa (PB) depois de participar do casamento de um sobrinho, em Campina Grande.

Irmã Henriqueta presidia o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona e era considerada um símbolo do ativismo na defesa dos direitos humanos no Brasil, especialmente na proteção de crianças e adolescentes na Amazônia.

Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania manifestou profundo pesar pelo falecimento e enalteceu a trajetória de vida da religiosa.

“Com uma trajetória marcada pelo compromisso ético, pela coragem e pela atuação direta junto às populações mais vulnerabilizadas, irmã Henriqueta dedicou sua vida ao enfrentamento da violência sexual, da exploração de crianças e adolescentes e de outras graves violações de direitos, com atuação reconhecida nacional e internacionalmente”, destacou o ministério.

Liderança inspiradora

No estado do Pará, a freira foi uma liderança fundamental na articulação de redes de proteção, no diálogo com instituições públicas e na mobilização da sociedade civil.

“Sua contribuição foi decisiva para a consolidação do Fórum Cidadania Marajó, espaço estratégico de articulação, denúncia e construção coletiva de ações voltadas à defesa dos direitos humanos no arquipélago do Marajó, fortalecendo a incidência política e a visibilidade das violações históricas enfrentadas na região”, diz a nota.

A atuação da irmã Henriqueta foi uma das referências para o filme Manas, que levou ao debate público a realidade da violência sexual contra meninas e mulheres na Amazônia, ampliando a conscientização sobre o tema e reforçando a urgência de políticas públicas de proteção.