Proprietário de clínica em Marechal Deodoro e companheira são indiciados por estupro e maus-tratos

Por Redação 28/08/2025 20h08
Por Redação 28/08/2025 20h08
Proprietário de clínica em Marechal Deodoro e companheira são indiciados por estupro e maus-tratos
Operação em Marechal Deodoro - Foto: Cortesia

O proprietário de uma clínica de reabilitação localizada em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió, e a companheira dele foram indiciados por estupro de vulnerável, maus-tratos, lesão corporal e violência física. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 28, pela Polícia Civil, após a conclusão de parte das investigações.

De acordo com a delegada Ana Luiza Nogueira, coordenadora das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) e presidente da comissão de delegadas responsável pelo caso, dois inquéritos foram instaurados para apurar as denúncias contra o estabelecimento, que já foi interditado pelas autoridades.

O primeiro inquérito já foi concluído e resultou no indiciamento do casal. O segundo segue em andamento e deve reunir novos depoimentos e provas. “Esse procedimento demanda mais tempo, pois diversas pessoas já foram ouvidas e outras ainda estão sendo chamadas para prestar depoimento. A comissão de delegadas tem se debruçado sobre o caso para garantir uma apuração minuciosa”, afirmou Ana Luiza.

As investigações estão sendo conduzidas por uma comissão formada pelas delegadas Ana Luiza Nogueira, Juliane Santos, Maria Eduarda e Liana Franca.

O objetivo é esclarecer todos os crimes praticados dentro da clínica de reabilitação em Marechal Deodoro, onde, segundo a polícia, pacientes teriam sido submetidos a abusos e violência física. A investigação da clínica iniciou após a morte de uma interna, a esteticista Cláudia Pollyane Faria de Santa’Anna.

Após a morte de Pollyana, diversas denúncias foram realizadas contra a clínica. Além disso, na última segunda-feira, 25, o laudo toxicológico realizado pelo Laboratório Forense do Instituto de Criminalística de Maceió, da Polícia Científica de Alagoas, revelou a presença de dez medicamentos no corpo da esteticista.