Motoristas de vans são denunciados por cobrar e ameaçar eleitores neste domingo, dia de votação do 2º turno

Por Redação 25/10/2026 11h11
Por Redação 25/10/2026 11h11
Motoristas de vans são denunciados por cobrar e ameaçar eleitores neste domingo, dia de votação do 2º turno
Motoristas de vans são denunciados por cobrar e ameaçar eleitores - Foto: Ascom MPE/AL

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) recebeu denúncias de que motoristas de vans estariam cobrando passagens e até ameaçando eleitores durante o transporte intermunicipal para votação no segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo, 25. Segundo os relatos, passageiros teriam sido ameaçados de serem deixados no meio do caminho caso se recusassem a pagar.

Devido a situação, a promotora de Justiça Micheline Tenório, do o MPE/AL, esteve no Terminal Rodoviário de Maceió após o órgão receber também reclamações sobre demora e dificuldades para conseguir veículos com destino a municípios do interior de Alagoas.

De acordo com o Ministério Público, o transporte disponibilizado aos eleitores é gratuito para o passageiro, enquanto os responsáveis pelos veículos recebem pelo serviço. Por isso, a cobrança de valores durante o trajeto é irregular e, conforme alertou a promotora, pode configurar crime.

“É importante que os donos das vans fiquem cientes que eles estão praticando um crime e que isso não pode acontecer. Os passageiros que estão sendo ameaçados de serem deixados no meio do caminho ou cobrando passagem devem tirar foto das placas e fazer a denúncia ao MP Eleitoral. E não paguem em dinheiro vivo, paguem Pix para ficar comprovado o delito”, explicou Micheline Tenório.

O Ministério Público orienta que os passageiros vítimas ou testemunhas desse tipo de situação registrem informações que possam ajudar na identificação dos envolvidos, como a placa e o número do veículo, além do destino da viagem. Os casos devem ser encaminhados aos canais oficiais de denúncia.

A promotora ressaltou ainda a importância de comunicar as ocorrências ao Ministério Público e à Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal). As denúncias poderão contribuir para identificar os responsáveis pelas cobranças e impedir que suspeitos de irregularidades recebam o repasse do Estado referente ao transporte.

Além das denúncias de cobrança, passageiros relataram demora para conseguir embarcar com destino ao interior. Em alguns casos, a espera teria chegado a aproximadamente uma hora e meia. Entre os destinos mencionados durante a fiscalização estavam São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela e Penedo.

Segundo Micheline Tenório, apesar das dificuldades registradas em determinadas linhas, o transporte estava funcionando. A Arsal passou a realocar veículos de rotas com maior disponibilidade para atender localidades onde havia maior concentração de passageiros.

“Atualmente, está tendo sim o transporte para os passageiros, mas não na quantidade necessária em algumas linhas. A Arsal está realocando veículos das linhas que têm mais transportes para os locais que estão com menos transporte. Então, as coisas estão fluindo normalmente”, detalhou a promotora.

Durante a fiscalização na Rodoviária de Maceió, o Ministério Público verificou a organização do embarque e acompanhou as providências adotadas diante do aumento da procura. Quando a equipe chegou ao terminal, segundo a promotora, a situação já estava mais organizada após contatos entre responsáveis pelo transporte e entidades envolvidas na operação.

A diretora de transporte da entidade do setor, Andresa Pedrosa, informou que as linhas estavam funcionando, mas que as rotas mais longas e os destinos com maior procura enfrentavam maior pressão. Outro fator é o limite de passageiros permitido em cada veículo, já que não é permitido transportar pessoas em pé.

Para diminuir as filas, veículos de municípios que apresentavam maior oferta começaram a ser direcionados temporariamente para outras localidades. União dos Palmares, por exemplo, contava com 32 veículos, e parte dessa frota poderia ser remanejada para atender destinos com maior demanda, como São Miguel dos Campos.

Segundo Andresa Pedrosa, outros quatro veículos reservas também estavam sendo enviados para reforçar a operação e a expectativa era de que a chegada dos carros ajudasse a diminuir o tempo de espera entre aproximadamente 40 minutos e uma hora, dependendo do movimento e da disponibilidade da frota.

Durante a fiscalização, Micheline Tenório orientou ainda que as equipes responsáveis pelo transporte circulassem pelas plataformas para manter os passageiros informados sobre horários, previsão de chegada das vans e possíveis alterações nas linhas.