Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco

Por Agência Brasil 08/10/2026 14h02
Por Agência Brasil 08/10/2026 14h02
Aedes aegypti: quase metade dos municípios está em alerta ou risco
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya - Foto: Reprodução Internet

O levantamento, realizado nos meses de maio a agosto, foi divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7) e mostra que apesar do alerta de infestação, os dados de infecções apresentaram melhora significativa em relação ao ano anterior.

As informações do levantamento ajudam estados e municípios a direcionarem ações de prevenção e controle dessas arboviroses, que são doenças virais transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti.

Casos de dengue em queda

O Brasil registrou a queda de aproximadamente 70% nos casos prováveis de dengue em 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.

Até 26 de setembro, foram contabilizados 470,5 mil casos prováveis no país, contra 1,5 milhão no mesmo período do ano anterior.


Também houve redução nos registros de chikungunya e zika:

chikungunya – queda de 43% (de 118.885 casos, em 2025, para 67,9 mil, de janeiro a setembro deste ano).
zika – queda de 35% (de 3.724 casos para 2.141).
Onde o mosquito está

Os indicadores obtidos pelo LIRAa também identificam os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti.  
A presença de focos continua alta em recipientes simples do cotidiano dentro e fora das residências, assim mapeados:

42,3% – vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes do dia a dia;
26,1% – reservatórios de água (caixas d'água, tonéis, cisternas);
23% – pneus e lixo ou resíduos sólidos (latas, garrafas PET, entulho).
A infestação do Aedes aegypti varia entre as regiões do país:


Norte – predominante em pneus e lixo;
Nordeste – predominante em caixas d'água e reservatórios para armazenamento de água;
Sudeste, Sul e Centro-Oeste – predominante em vasos, pratos de plantas, garrafas e recipientes domésticos.
Com os dados da amostragem, os agentes da vigilância epidemiológica das prefeituras podem direcionar as medidas de combate a endemias, conforme a situação encontrada em cada município.