Noiva fica presa ao lado do marido morto por quase seis horas após queda de helicóptero nos EUA

Por Redação com O Globo 23/09/2026 15h03
Por Redação com O Globo 23/09/2026 15h03
Noiva fica presa ao lado do marido morto por quase seis horas após queda de helicóptero nos EUA
Jesni Sam afirma que ficou presa nos destroços ao lado do corpo do marido, Dave Fiji - Foto: Reprodução

Uma noiva da Geórgia ficou presa por quase seis horas ao lado do corpo do marido após a queda de um helicóptero na noite de casamento, em 29 de maio, em Dawsonville, nos Estados Unidos. Jesni Sam sobreviveu ao acidente, mas sofreu ferimentos graves. O marido, Dave Fiji, de 25 anos, e o piloto da aeronave, Nikhil Nargundkar, morreram.

Processo questiona decisão de decolar

Segundo o processo judicial obtido pelo Daily Mail, o casal havia acabado de se casar no The Revere, espaço para eventos localizado a cerca de uma hora de Atlanta. Depois da cerimônia, os dois embarcaram em um helicóptero Robinson R-66 para um voo oferecido como parte de uma promoção do local. A operação estava a cargo da Prestige Helicopters, de Atlanta.

Poucos minutos após a decolagem, o helicóptero caiu sobre árvores na Área de Gestão da Vida Selvagem da Floresta de Dawson. Sam ficou presa aos destroços e, de acordo com a ação, permaneceu ao lado do marido morto até ser retirada pelos socorristas.

O processo acusa o The Revere e a Prestige Helicopters de não terem avaliado adequadamente as condições meteorológicas antes do voo. A ação cita dados do NTSB que apontavam possibilidade de chuva, neblina e nuvens baixas, além de alertas para tempestades e baixa visibilidade.

— Inicialmente, o evento seria cancelado devido a preocupações com o clima — disse Phebah, mãe de Fiji, à Fox. Segundo ela, o filho também demonstrou preocupação com a baixa visibilidade antes da decolagem.

Sam teve ferimentos no quadril, perna, pescoço, braço, dedos e estômago. O processo também relata tonturas, dores de cabeça, perda de equilíbrio e cicatrizes extensas, além de sintomas de transtorno de estresse pós-traumático, depressão, ansiedade e medo de voar.

A ação pede indenização por despesas médicas, reabilitação, sofrimento emocional e cicatrizes permanentes. Os herdeiros de Fiji também buscam reparação pela morte dele, incluindo perda de renda, despesas funerárias e perda de companhia. As alegações ainda não foram comprovadas judicialmente, e o processo não estabelece um valor de indenização, deixando a definição dos danos a um júri.