VÍDEO: Responsável por centro de reabilitação em Anadia contesta denúncias após fiscalização

Por Redação 01/09/2026 17h05 - Atualizado em 01/09/2026 18h06
Por Redação 01/09/2026 17h05 Atualizado em 01/09/2026 18h06
VÍDEO: Responsável por centro de reabilitação em Anadia contesta denúncias após fiscalização
Missionário contesta acusações - Foto: Reprodução

O missionário Everaldo, gestor de um centro de reabilitação para dependentes químicos em Anadia, gravou um vídeo para contestar uma fiscalização conjunta do Ministério Público de Alagoas (MPAL) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), Superintendência Regional do Trabalho, Polícia Federal, Vigilância Sanitária e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) na segunda-feira (31).

A ação foi liderada pela promotora Viviane Farias, que denunciou violência, comida estragada, remédios sem controle e uso de contenção física no local. A promotoria informou que vai ajuizar uma ação civil pública contra a administração, alegando "atropelamento dos direitos e da dignidade humana".

O gestor negou a presença de alimentos vencidos e justificou que os mantimentos são apenas fracionados fora da embalagem para organizar as refeições diárias. Sobre os remédios, ele rebateu: "tem o médico psiquiatra, tem o enfermeiro, tem os plantonistas, técnicos de enfermagem, que trabalham essas medicações de acordo com a necessidade de cada paciente".

Em resposta às denúncias de que internos ficavam amarrados por dias fazendo necessidades em baldes, o missionário falou que a contenção é um recurso temporário para conter surtos e evitar autolesões. 

"A família acompanha, vídeo chamada, sabia de tudo, sabe como é que funciona, pediu ajuda, pediu socorro", disse Everaldo, afirmando que o paciente é liberado assim que se acalma.

Ele também negou o uso de trabalho escravo de acolhidos em reformas e disse que as imagens da fiscalização mostram a construção da nova sede própria. "As fotos não é da clínica não, a foto é da associação (...) os pedreiros estavam ali reformando, fazendo melhorias", declarou. 

Por fim, o responsável defendeu o histórico de 15 anos da instituição, afirmou que o local conta com alvarás e fiscalizações regulares e disse estar à disposição da Justiça.