Brasil é bronze no conjunto do Mundial de ginástica rítmica e fatura vaga nas Olimpíadas

15/08/2026 17h05 - Atualizado em 15/08/2026 18h06
15/08/2026 17h05 Atualizado em 15/08/2026 18h06
Brasil é bronze no conjunto do Mundial de ginástica rítmica e fatura vaga nas Olimpíadas
Conjunto Brasil Mundial ginástica rítmica - Foto: MeloGym/CBG

O Brasil subiu mais uma vez no pódio do Mundial ginástica rítmica. Vice-campeão em casa em 2025, o conjunto brasileiro deu um show neste sábado para conquistar o bronze na prova geral, a prova olímpica, que soma as duas séries.

Desta vez, a medalha veio acompanhada da inédita vaga antecipada para as Olimpíadas de Los Angeles 2028. Somando 55,500 pontos, as brasileiras se consolidaram entre as forças da modalidade, atrás apenas da Espanha (57,450) e Japão (56,700).

Duda Arakaki, Nicole Pircio, Sofia Madeira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi lançaram um feitiço na arena de Frankfurt. Ao som de "Abracadabra", hit de Lady Gaga, as brasileiras cravaram a série mista (três arcos e dois pares de maças) e receberam 28,700 pontos, a segunda maior nota do dia. Um notaço que puxou o Brasil para o pódio mesmo com uma falha na série simples (cinco bolas). Ao som de "Feeling Good", um clássico do jazz, as brasileiras conseguiram 26,800 pontos, oitava melhor nota do aparelho.

- É muito orgulho do time inteiro, porque, acima de qualquer resultado, somos uma família. A gente trabalhou muito duro para estar aqui. Conseguir essa vaga agora era nosso principal objetivo, era um sonho, mas o mais importante foi todo o processo, tudo por que passamos para estar aqui. Nenhuma medalha ou vaga supera o amor que temos uma pela outra, o amor que temos por nosso esporte - disse Duda Arakaki, capitã da seleção brasileira.

As brasileiras chegaram à Alemanha como favoritas ao pódio e até ao ouro. Um novo patamar alcançado graças aos bons resultados durante a temporada. Lidaram bem com a pressão de entrar em quadra com o peso do status de atuais vice-campeãs mundiais e deixaram para trás potências tradicionais como China, Rússia e Bulgária, campeãs das três últimas edições das Olimpíadas. Mostraram que o sonho de um pódio inédito nos Jogos Olímpicos está cada vez mais palpável.

- Saímos da apresentação da série mista muito felizes. Conseguimos mostrar a nossa série, do jeito que a gente vem treinando. Foi uma grande nota. Na bola, infelizmente tivemos um erro, mas a gente sabe que no esporte de alto rendimento a gente está suscetível a essas coisas. Mantemos a cabeça firme e conseguimos segurar a série até o final. Tivemos uma boa nota - disse Duda Arakaki, capitã do Brasil.

Os três países medalhistas do Mundial do Rio de Janeiro se mantiveram no pódio de Frankfurt, apenas mudando as posições, com a Espanha subindo do bronze para o ouro. Os três conjuntos garantiram a classificação antecipada para as Olimpíadas e vão seguir travando duelos até Los Angeles 2028. No domingo, a partir das 6h (de Brasília), o Brasil volta a medir forças com as rivais nas finais por aparelhos do Mundial, provas que não fazem parte do programa olímpico.

A final
O Brasil se apresentou no Grupo B, é o segundo dos três grupos. Travou um duelo nota a nota com a Espanha, atual campeã europeia e cotada ao título. As espanholas competiram primeiro e cravaram a série mista, com 28,950 pontos, a maior nota desse conjunto em 2026. As brasileiras vieram pouco depois e também cravaram a série ao som de "Abracadabra". As damas de vermelho optaram por uma série segura, abrindo mão de dificuldades em algumas recuperações de aparelhos para evitar riscos em excesso. A estratégia deu certo. O show verde-amarelo enfeitiçou a arena e levou 28,700 pontos.

Na série simples, as espanholas cravaram mais uma rotina e conseguiram 28,500 pontos para assumir a liderança do geral, com 57,450 pontos. O Brasil, por sua vez, teve uma falha na recuperação de um aparelho, perdendo uma colaboração. As brasileiras não se deixaram abater pelo erro no meio de série. Acertaram todos os exercícios seguintes e ficaram com 26,800 pontos. Uma nota abaixo dos 29,250 que o conjunto verde-amarelo tirou no Campeonato Pan-Americano, maior nota de toda a temporada. Ainda assim uma nota que manteve o país no pódio do Mundial.

- Tudo é treinado. A gente treina todas as situações. Essa série é nosso ponto forte. A gente faz sempre cravada no treino, mas sempre acontece um erro ou outro, e a gente tem de saber continuar. A gente sabe que tem uma margem. Não pode deixar um erro acabar com a série inteira - disse Duda.

Espanha e Brasil tiveram de esperar o último grupo de conjuntos para enfim celebrar suas medalhas. Ainda restavam equipes fortes, como o Japão, campeão mundial de 2025, além de Rússia e Belarus, tradicionais seleções que voltaram ao cenário internacional depois de cinco anos de suspensão por causa da guerra na Ucrânia. As russas não ameaçaram a posição do Brasil. As japonesas, por outro lado, cravaram as duas séries para conseguir a prata, com 28,150 e 28,550. Belarus foi bem na série simples (27,400), mas deixaram um arco sair de quadra na série mista (24,200). O bronze estava garantido para o Brasil.