Justiça mantém multa de R$ 50 mil contra gestão JHC/Rodrigo Cunha por ocultar origem de recursos da Braskem
Prefeitura divulgou obras e investimentos como realizações da gestão sem informar que eram financiados pelo acordo de reparação socioambiental firmado após o desastre da mineração em Maceió
A Justiça Federal manteve a multa de R$ 50 mil aplicada ao Município de Maceió após a gestão JHC/Rodrigo Cunha divulgar obras e projetos custeados com recursos do Plano de Ações Socioambientais (PAS) sem informar a origem do dinheiro. As publicações oficiais apresentavam os investimentos como entregas da administração municipal, omitindo que os recursos vinham do acordo firmado com a Braskem para reparar os danos provocados pela mineração na capital.
A irregularidade foi apontada pelo Ministério Público Federal (MPF), que identificou descumprimento do Termo de Compromisso assinado pelo Município. O documento determina que toda ação financiada com recursos do acordo socioambiental deve trazer informação expressa sobre essa fonte de custeio em sites, redes sociais e demais canais oficiais da Prefeitura.
Segundo o MPF, a exigência tem como objetivo garantir transparência e evitar que recursos destinados à reparação de uma tragédia socioambiental sejam utilizados para promoção institucional da gestão municipal.
A 3ª Vara Federal de Alagoas identificou inicialmente cinco publicações irregulares e fixou multa de R$ 10 mil para cada uma, totalizando R$ 50 mil. O Município tentou anular a penalidade alegando problemas de comunicação interna e ausência de intenção de descumprir a obrigação, mas a justificativa não foi aceita.
Na decisão, a Justiça destacou que a Prefeitura foi formalmente notificada, recebeu prazo de 72 horas para corrigir as postagens e não adotou as providências necessárias. O MPF informou ainda que, mesmo após a notificação, novas publicações continuaram omitindo a origem dos recursos.
Além de manter a multa, a Justiça determinou o pagamento imediato da penalidade e concedeu cinco dias para que o Município comprove a regularização de seis publicações consideradas irregulares. A decisão também reforça que futuras divulgações deverão informar de forma clara quando obras, serviços ou projetos forem financiados com recursos provenientes do acordo da Braskem.
O caso reacende o debate sobre o uso de recursos de reparação socioambiental na comunicação institucional da Prefeitura. Os valores utilizados nas obras não representam investimento livre do orçamento municipal, mas verbas vinculadas a um acordo destinado a reparar os impactos da mineração que afetou milhares de moradores de Maceió.
Para o MPF, a obrigação de informar a origem dos recursos não é mera formalidade administrativa, mas uma medida essencial para assegurar controle social, transparência e respeito às vítimas do desastre socioambiental provocado pela mineração na capital alagoana.
Últimas Notícias
Estações monitoram novos tremores de terra registrados em Arapiraca e Craíbas
Mulher é indiciada após bebida com inseticida matar homem e intoxicar seis em Pariconha
TSE checa registros e diz que filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão foi feita por representante do partido
Justiça mantém multa de R$ 50 mil contra gestão JHC/Rodrigo Cunha por ocultar origem de recursos da Braskem
Ingressos da superior do Fumeirão estão esgotados para jogo contra o Goiatuba, informa ASA
Vídeos mais vistos
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Projeto Raízes de Arapiraca lança sua 23ª edição no Partage Shopping
Grupo Coringa monta tradicional barraca no Partage Arapiraca

