Nos Transportes, Renan Filho teve desempenho 3x melhor que Tarcísio
Comparação feita pela Folha de São Paulo aponta que Renan Filho desmonta narrativa de “Tarcisão do Asfalto”
Os números das concessões rodoviárias federais mostram uma realidade diferente da narrativa política que projetou Tarcísio de Freitas (Republicanos) nacionalmente como o “Tarcisão do Asfalto”. Dados publicados pela Folha de S.Paulo revelam que a gestão de Renan Filho (MDB) à frente do Ministério dos Transportes alcançou 10 mil quilômetros de rodovias concedidas à iniciativa privada, volume mais que duas vezes superior aos cerca de 3,9 mil quilômetros registrados durante a passagem de Tarcísio e de seu sucessor, Marcelo Sampaio, pelo Ministério da Infraestrutura no governo Jair Bolsonaro (PL).
Os dados mostram que, sob o comando de Renan Filho, o Ministério dos Transportes realizou 23 leilões rodoviários, resultado que também supera o registrado na gestão anterior. Durante o período em que Tarcísio esteve à frente do Ministério da Infraestrutura, foram realizados cinco leilões rodoviários, abrangendo cerca de 3.100 quilômetros de estradas. Com a inclusão do período de Marcelo Sampaio, o total chegou a seis concessões e aproximadamente 3.900 quilômetros.
A diferença pode aumentar ainda mais nos próximos meses. O governo federal prevê novas rodadas de concessões até dezembro deste ano e trabalha com a expectativa de ultrapassar a marca de 14 mil quilômetros de rodovias concedidas, volume que representa mais de três vezes o registrado durante a gestão Tarcísio/Sampaio.
Além da extensão da malha rodoviária concedida, os números também apontam vantagem na quantidade de projetos levados ao mercado. Foram 23 leilões realizados pela gestão Renan Filho em pouco mais de dois anos de governo Lula, contra seis realizados durante todo o ciclo anterior considerado pela reportagem.
Os resultados ganham relevância porque a infraestrutura foi uma das principais vitrines da trajetória política de Tarcísio de Freitas. Durante a campanha ao Governo de São Paulo, o atual governador utilizou a imagem de gestor da área para consolidar sua candidatura, tornando o apelido “Tarcisão do Asfalto” uma de suas principais marcas eleitorais.
A reportagem da Folha de S.Paulo destaca que os números das concessões rodoviárias colocam em perspectiva essa narrativa ao comparar os resultados obtidos pelas duas gestões no setor.
O governo de São Paulo argumentou que a comparação não deve considerar apenas a extensão das rodovias concedidas, defendendo que fatores como complexidade das obras, investimentos contratados, segurança viária e benefícios logísticos também precisam ser levados em conta na avaliação dos projetos.
Ainda assim, os números mostram uma diferença expressiva entre os dois períodos. Enquanto a gestão Tarcísio/Sampaio acumulou aproximadamente 3,9 mil quilômetros de rodovias concedidas, a gestão Renan Filho já alcançou 10 mil quilômetros e pode superar 14 mil quilômetros até o final deste ano, consolidando o maior ciclo recente de concessões rodoviárias federais do país.
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