Polícia Civil intensifica buscas por argentino desaparecido em Alagoas
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) segue intensificando as buscas pelo argentino Frederico, de 25 anos, que está desaparecido desde janeiro deste ano, após interromper o contato com familiares. De acordo com as investigações, o jovem pode estar vivendo em situação de rua na região da Praia do Francês, no município de Marechal Deodoro.
Segundo o delegado Ronilson Medeiros, responsável pela Coordenação de Pessoas Desaparecidas, Frederico chegou ao Brasil em 2024 e manteve comunicação frequente com a família na Argentina até o dia 17 de janeiro de 2026. Desde então, não houve mais notícias sobre seu paradeiro.
Preocupados com o desaparecimento, os familiares acionaram o consulado argentino, que procurou as autoridades brasileiras para auxiliar nas buscas.
As investigações apontam que o jovem percorreu diferentes estados brasileiros antes de chegar a Alagoas. Conforme a Polícia Civil, Frederico passou pela Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Ceará. Durante esse período, ele registrou boletins de ocorrência alegando perda de documentos pessoais em todos esses estados.
A polícia acredita que os registros eram utilizados como forma de identificação temporária, facilitando o deslocamento entre cidades e estados.
Já em Alagoas, Frederico informou como endereço um hostel localizado na Praia do Francês. Em um primeiro momento, o estabelecimento confirmou que ele esteve hospedado no local, mas informou que ele já não permanecia na região.
No entanto, nesta semana, a proprietária do hostel voltou a procurar a polícia relatando que o argentino teria retornado ao Francês e estaria em situação de vulnerabilidade social.
Testemunhas relataram às autoridades que Frederico aparentava estar bastante magro, com sinais de exposição intensa ao sol e vivendo nas ruas.
Após as novas informações, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar, Ronda no Bairro e agentes da Delegacia de Marechal Deodoro realizaram diligências na região, mas até o momento o jovem não foi encontrado.
As investigações também revelaram que Frederico não possui mais aparelho celular. Segundo relatos da família, o telefone teria sido roubado anteriormente, dificultando qualquer tentativa de contato ou rastreamento.
A Polícia Civil informou ainda que não existe registro de saída do argentino do Brasil desde sua entrada no país, em 2024. Dados da Polícia Federal apontam apenas o registro de chegada ao território brasileiro.
Apesar da situação migratória irregular, o delegado reforçou que a prioridade das autoridades é localizar Frederico e garantir que ele receba acolhimento adequado, além de restabelecer o contato com os familiares.
“Acreditamos que ele esteja vivo e enfrentando uma situação de vulnerabilidade. Nosso objetivo é localizá-lo para que possa receber ajuda e retomar os laços com a família”, destacou o delegado.
A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro do argentino seja comunicada através do Disque Denúncia 181 ou diretamente às autoridades policiais.
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