Alagoas conquista redução histórica de 64% nos homicídios e bate recorde de Segurança

Por Assessoria 26/05/2026 17h05
Por Assessoria 26/05/2026 17h05
Alagoas conquista redução histórica de 64% nos homicídios e bate recorde de Segurança
Alagoas conquista redução histórica de 64% nos homicídios e bate recorde de Segurança - Foto: Assessoria

Alagoas acaba de alcançar o menor índice de homicídios em um primeiro quadrimestre desde o início da sua série histórica de segurança pública. O Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) contabilizou 289 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) entre janeiro e abril deste ano.

O número representa uma queda impressionante de 64,6% em comparação com o mesmo período de 2012, quando a violência tirou a vida de 817 pessoas no estado.Os dados consolidam um planejamento de longo prazo baseado em inteligência e integração das forças policiais. A categoria de CVLIs engloba crimes graves que afetam diretamente a sensação de segurança da população, como homicídios dolosos, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínios.A trajetória de queda e o recorde de abrilOs novos indicadores mostram que a redução da violência em Alagoas mantém um ritmo constante. No ano passado, o estado atingiu um marco histórico ao registrar, pela primeira vez, menos de mil homicídios anuais (948 casos). Agora, o primeiro quadrimestre mantém essa tendência positiva: a queda foi de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior (349 casos) e de 62% comparado ao ano mais violento da série, 2013, que somou 761 ocorrências.

O mês de abril isoladamente também quebrou recordes. As forças de segurança registraram 65 CVLIs em todo o território alagoano, o que significa um recuo de 67,3% em relação a abril de 2012 (199 mortes) e de 21,7% na comparação com o ano passado (83 registros).O governador Paulo Dantas destacou a consistência dos resultados e projetou a continuidade da tendência positiva.“Os dados do quadrimestre mostram que estamos no caminho certo. As informações preliminares indicam que o mês de maio está se encaminhando para ser mais um recorde de redução de homicídios, que deve ficar aproximadamente 20%. Isso é resultado de um trabalho integrado, planejado e baseado em inteligência”, afirmou.

Índices em Maceió e Arapiraca

A redução da violência urbana impacta diretamente os dois maiores municípios do estado:Maceió: A capital registrou 107 CVLIs no primeiro quadrimestre, uma redução de 66,1% em comparação com 2012 (316 casos) e de 7% em relação ao ano passado. O mês de abril foi o mais seguro da história da capital para o período, com apenas 25 ocorrências.Arapiraca: O município do Agreste contabilizou 20 CVLIs de janeiro a abril, o que representa uma queda de 69,2% em relação ao seu pior ano (2013, com 65 casos). No mês de abril, a cidade registrou 5 ocorrências.Para o secretário da Segurança Pública, Flávio Saraiva, os dados indicam consistência na redução ao longo da série histórica e permitem acompanhar, com base empírica, o comportamento da violência letal no estado.“Os dados mostram uma redução sustentada ao longo dos anos, com recuo relevante tanto na comparação histórica quanto no curto prazo.

Esse acompanhamento permite ajustar o emprego do efetivo, priorizar áreas críticas e orientar as operações com base em evidências”, afirmou Saraiva.Feminicídio zero em abrilUm dos dados mais expressivos do balanço aponta que o mês de abril encerrou sem nenhum registro de feminicídio em Alagoas. O indicador demonstra a eficácia da ampliação da rede de proteção e do acolhimento especializado às vítimas de violência doméstica.


Apesar do resultado histórico e comemorável, a liderança da segurança pública reforça que o trabalho de conscientização e monitoramento não pode parar.Segundo o secretário, as ações voltadas à proteção das mulheres seguem em expansão, com ampliação da capacidade de atendimento e integração dos serviços especializados.“A ausência de registros no mês não altera a necessidade de manutenção das políticas específicas. O foco permanece na prevenção, no acompanhamento das vítimas e na resposta rápida às ocorrências, com atuação integrada da rede de proteção”, destacou.