Polícia investiga oferta de propina de R$ 100 mil a vereadores
A Polícia Civil cumpre, nesta sexta-feira (15), cinco mandados de busca e apreensão da Operação Expropriatus, que apura ameaças e a oferta de propina de R$ 100 mil a vereadores de Estância Velha, no Vale do Sinos.
A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de São Leopoldo, ocorre em Estância Velha e Novo Hamburgo. Ninguém foi preso.
A Polícia Civil não divulgou os nomes dos alvos da operação, mas a reportagem apurou que um dos investigados é o ex-vereador de Novo Hamburgo Emerson Fernando Lourenço, conhecido como Fernandinho. Há também um parlamentar de Estância Velha entre os alvos.O ex-vereador é apontado como o principal articulador da tentativa de cooptação dos parlamentares de Estância Velha. Ele teria feito proposta de propina aos vereadores, conforme apuração. O objetivo do esquema era interferir em um processo de alienação de imóvel desapropriado pelo poder público municipal.
A estratégia, de acordo com a polícia, combinava intimidação e oferta de vantagens financeiras a parlamentares para obter apoio à aquisição.
— Os vereadores de Estância Velha foram inicialmente ameaçados para não interferirem em um processo de alienação de um imóvel. Contudo, posteriormente, o mesmo indivíduo (Fernandinho) ofereceu propina de R$ 100 mil para que facilitassem a aquisição do imóvel — afirma o delegado Ayrton Figueiredo Martins Júnior, responsável pela investigação.
A Polícia Civil não confirma oficialmente o endereço, mas a reportagem apurou tratar-se de um prédio na Rua Eça de Queiroz, nº 73, em Estância Velha.
O imóvel foi desapropriado pela prefeitura por cerca de R$ 7 milhões, em processo assinado pelo prefeito Diego Francisco em janeiro de 2026, com a finalidade de abrigar serviços administrativos do município.
Desde setembro de 2025, o prédio já funcionava parcialmente como sede da Farmácia Básica Municipal.
A Câmara de Vereadores de Estância Velha informou que que "não compactua com qualquer forma de ameaça, coação, tentativa de corrupção ou interferência indevida na atuação parlamentar". Leia nota na íntegra abaixo
Fernandinho enviou nota, na qual negou ato ilícito ou participei de tentativa de coação, ameaça ou oferecimento de vantagem indevida a agentes públicos.
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