Serial killer de Alagoas continuou monitorando companheira de vítima mesmo após assassinato, diz MP

Por Redação com agências 15/05/2026 14h02
Por Redação com agências 15/05/2026 14h02
Serial killer de Alagoas continuou monitorando companheira de vítima mesmo após assassinato, diz MP
Serial Killer de Alagoas - Foto: Reprodução internet



Durante julgamento realizado nesta sexta-feira (15), o Ministério Público de Alagoas revelou que o serial killer investigado por diversos crimes no estado continuou acompanhando o perfil da companheira de Joseildo Siqueira Silva Filho, conhecido como “Pikeno”, mesmo após a morte da vítima.

Segundo o promotor Thiago Riff, foram encontradas capturas de tela do perfil da mulher feitas até 12 dias depois do homicídio. A última imagem teria sido registrada no dia 20 de janeiro, enquanto o assassinato aconteceu no dia 8.

De acordo com a tese apresentada pelo Ministério Público, o crime pode ter sido motivado pelo interesse do acusado na namorada de Joseildo. A investigação aponta que ela possuía características físicas semelhantes às de outras mulheres que despertavam o interesse do réu. Apesar disso, durante o interrogatório, ele negou qualquer envolvimento emocional ou obsessão pela companheira da vítima.

Ainda conforme relatado no julgamento, o acusado afirmou que os prints encontrados teriam sido feitos pelo “Arcanjo Miguel”. Familiares de Joseildo também relataram que ele chegou a visitar o túmulo da vítima para fotografar a lápide.

Durante depoimento, o serial killer apresentou uma nova versão sobre o caso e alegou que matou Joseildo por vingança após um suposto assalto ocorrido meses antes do crime. Segundo ele, não houve registro de boletim de ocorrência, mas afirmou ter identificado o homem através das redes sociais.

O acusado declarou ainda que, no dia do homicídio, encontrou Joseildo por acaso na rua e decidiu atirar utilizando a arma do próprio pai.

O promotor Thiago Riff destacou que esta já é a terceira versão apresentada pelo réu ao longo da investigação. Em um primeiro momento, ele negou participação no assassinato. Posteriormente, afirmou que o autor do crime teria sido o “Arcanjo Miguel”, mesma justificativa usada para explicar os registros encontrados no celular relacionados à companheira da vítima.