Hospital de Emergência do Agreste debate exaustão emocional em roda de conversa com profissionais
Profissionais do Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, participaram de uma roda de conversa sobre saúde mental e exaustão emocional no ambiente hospitalar. O encontro, realizado na sala de reunião da instituição, abordou os impactos do desgaste cotidiano e a necessidade de reconhecer limites na rotina de trabalho.
A atividade, intitulada “Exaustos e correndo e dopados: a vida na era tardia demais”, foi conduzida pelo psicólogo Cícero José Barbosa da Fonseca. Ele é graduado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), mestre em Psicologia Clínica pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e professor de Psicologia da Faculdade Cesmac do Agreste, em Arapiraca.
A diretora-geral do HEA, Bárbara Albuquerque, destacou a importância de iniciativas voltadas à saúde mental dentro da instituição hospitalar. “São discussões necessárias, que fazem parte da realidade de quem está na assistência. Criar espaços como esse permite que os profissionais parem, reflitam e reconheçam seus limites diante de uma rotina intensa”, afirmou Bárbara.
A gerente de enfermagem do HEA, Dayse Dayanne, ressaltou a importância de abrir espaço para escuta dentro da rotina hospitalar. “Criar um ambiente de reflexão e acolhimento para coordenadores e profissionais mostrou-se essencial para fortalecer não apenas o cuidado com o outro, mas também o autocuidado”, afirmou a enfermeira.
A profissional também apontou efeitos práticos do encontro no cotidiano das equipes. “Foi possível reconhecer desafios, compartilhar experiências e promover um olhar mais humano sobre as práticas diárias. Isso impacta diretamente nas relações de trabalho e na forma como lidamos com as demandas”, disse Dayse Dayanne.
Idealizador da atividade, Wagner Silva, coordenador de Psicologia do HEA, avaliou o momento como necessário diante do desgaste acumulado no dia a dia. “A roda de conversa possibilitou repensarmos a nossa existência no que diz respeito ao cansaço e à exaustão emocional, que muitas vezes surgem do excesso de trabalho e de compromissos. Em muitos momentos, não percebemos o nosso limite”, explicou o coordenador.
O psicólogo chamou atenção para sinais ignorados no cotidiano. “Esse espaço permitiu que cada um olhasse para si, reconhecendo potencialidades, mas também limitações. O corpo fala. Em muitos casos, o que precisamos é parar e respirar”, afirmou.
Cenário Virtual
Durante a condução da roda, o facilitador Cícero José Barbosa da Fonseca apresentou uma leitura direta sobre o cenário atual. “Vivemos em um movimento constante de aceleração, sem saber exatamente para onde estamos indo. Cada vez mais cansados, esgotados e, ainda assim, recorrendo a medicação para sustentar esse ritmo”, pontuou o psicólogo.
Abordou ainda o impacto das relações fragilizadas. “Existe uma lógica de que não podemos parar, ouvir ou conversar, como se isso fosse perda de tempo. Isso nos leva a uma vida mais individualista e solitária, o que torna tudo mais pesado”, disse.
Ao longo do encontro, a proposta foi provocar deslocamento de pensamento. “A ideia foi fazer com que cada um percebesse que não está sozinho. Precisamos rever a forma como estamos vivendo, nos relacionando e lidando com as exigências do tempo atual”, afirmou.
Para o psicólogo, o efeito da roda não se encerra no momento da conversa. “Essas reflexões atravessam quem participa e permanecem. Elas continuam no cotidiano, abrindo possibilidades de mudança na forma de lidar com a vida e com o trabalho”, concluiu.
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