Acusada de ser mandante de assassinato de irmã será julgada novamente pelo Tribunal do Júri em Maceió

Por Redação com Assessoria 06/04/2026 16h04
Por Redação com Assessoria 06/04/2026 16h04
Acusada de ser mandante de assassinato de irmã  será julgada novamente pelo Tribunal do Júri em Maceió
Julgamento - Foto: Reprodução



A mulher apontada como autora intelectual do assassinato da irmã Quitéria Maria Lins Pinheiro voltará a ser julgada pelo Tribunal do Júri na próxima quinta-feira (9), em Maceió. A sessão acontecerá na 7ª Vara Criminal da Capital, com atuação do promotor Antônio Vilas Boas.

O novo julgamento foi determinado após o Ministério Público de Alagoas (MPAL) conseguir reverter a decisão anterior junto ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), que anulou o veredito dos jurados.

Na ocasião anterior, mesmo reconhecendo a acusada como mandante do crime, o Conselho de Sentença decidiu pela absolvição por clemência — decisão que, segundo o MP, não teve respaldo nas provas apresentadas durante o julgamento.

O MPAL argumenta que não houve pedido formal de clemência por parte da defesa e sustenta que existem elementos consistentes que apontam a participação da ré no planejamento do homicídio, considerado ainda mais grave em razão da relação familiar entre a acusada e a vítima.

Relembre o caso

Quitéria Maria Lins Pinheiro, de 54 anos, foi assassinada no dia 12 de agosto de 2012, dentro da própria residência, no bairro Gruta de Lourdes, em Maceió. A vítima foi atingida por cinco disparos de arma de fogo, sendo quatro nas costas e um na nuca.

Os executores do crime já foram julgados e condenados a penas superiores a 20 anos de prisão. De acordo com as investigações, o assassinato teria sido encomendado mediante pagamento.

A motivação estaria ligada a uma dívida no valor de R$ 5 mil envolvendo familiares. As apurações também indicaram que o crime foi premeditado, com planejamento detalhado sobre a execução.

Um terceiro envolvido chegou a ser levado a julgamento posteriormente, mas acabou absolvido após alegar desconhecimento da intenção criminosa.