Justiça mantém prisão de motorista embriagado que matou duas crianças alagoanas em SP

Por Redação, com CNN Brasil 05/04/2026 16h04 - Atualizado em 05/04/2026 17h05
Por Redação, com CNN Brasil 05/04/2026 16h04 Atualizado em 05/04/2026 17h05
Justiça mantém prisão de motorista embriagado que matou duas crianças alagoanas em SP
Crianças morreram atropeladas - Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão do motorista de 64 anos que atropelou e matou duas crianças alagoanas em Diadema, na Grande São Paulo. A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada nesse sábado (4), um dia após o condutor invadir uma calçada com um utilitário esportivo e atingir quatro menores.

O caso ocorreu na tarde de sexta-feira (3), quando o homem, conduzindo um Hyundai Creta em alta velocidade, perdeu o controle do veículo e subiu na calçada em frente a uma residência.

O impacto causou a morte imediata dos irmãos Sophya De Oliveira Santos, de 10 anos, e Izaias De Oliveira Santos, de 6 anos.

Além das vítimas fatais, outras duas crianças foram feridas. Uma delas, de 8 anos, passou por cirurgia ortopédica e segue internada com quadro de saúde estável. Após a colisão, o motorista foi contido por moradores da região até a chegada da Polícia Militar.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o condutor apresentava sinais visíveis de embriaguez. Embora tenha se recusado a fazer o teste do bafômetro (alcoolemia), a condição foi atestada por meio de exame clínico.

Em interrogatório, o investigado admitiu ter consumido uma lata de cerveja no período da manhã, mas alegou que o acidente foi causado por um problema mecânico, afirmando que o acelerador do veículo teria emperrado.

O carro também atingiu veículos estacionados e o portão de uma casa antes de parar.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial de Diadema como homicídio e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. 

Com a conversão da prisão para preventiva, o homem permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto o processo judicial prossegue.