Após formar família, 'Cuzinho' passa marca genética para filhote no Pantanal

Por Redação, com Campo Grande News 01/04/2026 19h07
Por Redação, com Campo Grande News 01/04/2026 19h07
Após formar família, 'Cuzinho' passa marca genética para filhote no Pantanal
Cuzinho - Foto: Reprodução/Incab-Ipê

Cuzinho é daquelas figuras que a gente não esquece fácil, seja pelo nome inusitado ou por um detalhe físico bem peculiar: seu orifício anal esbranquiçado.

Uma anta macho, identificada em 2014 e capturada em 2018, ganhou destaque por sua característica física peculiar: um orifício anal esbranquiçado. Apelidado de Cuzinho, o animal teve um filhote, Cuscuz, que herdou a mesma marca distintiva do pai. O caso foi divulgado pela Incab-Ipê, que realiza monitoramento de longo prazo das antas no Pantanal. O estudo, que já acompanha a quarta geração desses animais, demonstra como características físicas podem ser transmitidas geneticamente, similarmente aos humanos.

A anta macho foi identificada pela primeira vez em 2014 e capturada em 2018, com 4 anos de idade. Cuzinho formou uma família e teve um filhote, o Cuscuz, que nasceu herdando a mesma característica do pai. Tal pai, tal filho.

É impossível confundir Cuzinho e Cuscuz com qualquer outra anta, já que eles têm uma “assinatura visual” bastante específica.

Essa história curiosa ganhou ainda mais relevância quando a Incab-Ipê (Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira) resolveu compartilhar o caso.

Conforme a publicação, o acompanhamento de longo prazo permite observar que os traços físicos podem se repetir entre gerações de antas, assim como acontece com os humanos.

“Nosso trabalho de longa duração nos permite acompanhar gerações de antas. No Pantanal, por exemplo, estamos monitorando a quarta geração. Com isso podemos ver as similaridades entre os indivíduos que possuem vínculo genético. Esse é o caso da família do macho Cuzinho”, diz a publicação.