Exumação do corpo do cão Orelha é autorizada e perícia será feita pela Polícia Científica

Por Redação com G1 12/02/2026 20h08
Por Redação com G1 12/02/2026 20h08
Exumação do corpo do cão Orelha é autorizada e perícia será feita pela Polícia Científica
Cão Orelha era querido pelos moradores da Praia Brava, em Florianópolis - Foto: Reprodução/Redes sociais

A Justiça autorizou a exumação do corpo do cão Orelha, morto no início de janeiro em Florianópolis, confirmou nesta quinta-feira (12) a Secretaria da Comunicação de Santa Catarina, que centraliza as informações sobre o caso. O trabalho de perícia será feito pela Polícia Científica.

O pedido pela exumação foi feito pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A secretaria não divulgou mais informações sobre quando será feito o trabalho de perícia no corpo do cão.

Além da exumação, outros 34 pedidos foram aceitos pela Justiça, segundo documento obtido com exclusividade pelo colunista da NSC, Ânderson Silva. Entre as determinações estão a oitiva de novas testemunhas, análise de imagens e a reinquirição de veterinários. A análise do pedido de internação do adolescente suspeito foi adiada até a conclusão das diligências.

O juiz também pediu esclarecimentos sobre contradições, omissões e a participação de outras pessoas citadas nos depoimentos.

O cachorro era comunitário e vivia na Praia Brava, área turística de Florianópolis. De acordo com investigação da Polícia Civil, o cão foi agredido em 4 de janeiro. No dia seguinte, ele foi encontrado por moradores e levado ao veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

O MP pediu a exumação do corpo do cão porque verificou "necessidade de complementação das investigações". A medida foi adotada após análise do inquérito policial e dos boletins de ocorrência circunstanciados registrados.

O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído em 3 de fevereiro e a Polícia Civil apontou um adolescente como responsável pelas agressões que resultaram na morte do animal e pediu a internação dele. Três adultos também foram indiciados por suspeita de coação no processo.

Segundo a polícia, não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão. Um laudo indireto, baseado em atendimento veterinário, apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente.

MPSC pede mais esclarecimentos sobre o caso do cão Orelha

A 2ª Promotoria de Justiça destacou a importância de esclarecimentos específicos para apurar se houve ou não coação no curso do processo relacionado à morte do cachorro e solicitou novos depoimentos. Ela também se posicionou a favor de tornar o processo sigiloso novamente, já que há o envolvimento indireto de adolescentes em investigações relacionadas.
A 10ª Promotoria de Justiça requereu o aprofundamento de diligências relacionadas a quatro boletins de ocorrência. Entre os pedidos, estão a juntada de vídeos que tratam de atos infracionais, além de registros, envolvendo cães. Em relação à morte de Orelha, foi solicitada também, "se viável", a exumação do corpo para a realização de perícia direta.

Depois de cumprir as diligências solicitadas, a Polícia Civil deve devolver o inquérito ao Ministério Público, que decidirá se oferece ou não denúncia.