Presidente da Colômbia diz ter escapado de complô para assassiná-lo
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que escapou de uma tentativa de assassinato quando voava em um helicóptero, após meses de alertas sobre um suposto plano de narcotraficantes para atentar contra ele.
O mandatário sustentou que, na noite de segunda-feira, não conseguiu pousar no departamento de Córdoba, no Caribe colombiano, porque “temia” que “fossem atirar” na aeronave em que estava. A denúncia ocorre em meio a um pico de violência que abala a campanha eleitoral a três meses das eleições presidenciais, nas quais, por lei, ele não pode buscar a reeleição.
— Ontem à noite não pude pousar porque fui informado de que o helicóptero em que eu viajava com minhas filhas seria alvejado. Eles nem sequer acenderam as luzes do local onde eu deveria pousar — disse Petro em uma reunião com ministros transmitida ao vivo, acrescentando que escapou “por pouco” da morte.
A informação também foi divulgada nesta pelo gerente do Sistema de Meios Públicos, Hollman Morris, nas redes sociais. No X, Morris afirmou que o próprio mandatário revelou a existência do plano: “O presidente Gustavo Petro informa ao país que, nos últimos dias, estava sendo planejado um plano para matá-lo”, escreveu.
De acordo com o dirigente, o presidente também teria descoberto “uma armação para colocar alucinógenos em um automóvel”. Ainda segundo Morris, os planos para atentar contra Petro também incluiriam um ataque contra a família presidencial.
Petro diz que uma “nova junta do narcotráfico” quer assassiná-lo desde sua chegada ao poder, em 2022. Nesse suposto complô participariam narcotraficantes que vivem no exterior e guerrilheiros como Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país e líder da maior dissidência da guerrilha das FARC que assinou o acordo de paz de 2016.
Embora as autoridades colombianas ainda não tenham dado mais detalhes sobre o ocorrido, a notícia surge apenas dias depois de o Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas na Colômbia, anunciar que suspenderá as negociações de paz no Catar com o governo Petro, em rejeição aos acordos do presidente com Donald Trump.
A organização, responsável pelo maior volume de exportação de cocaína a partir da Colômbia, protestou depois que os chefes de Estado priorizaram ações militares e de inteligência contra seu chefe, Chiquito Malo, durante uma reunião na última terça-feira na Casa Branca. À margem dos diálogos de paz em Doha, Petro expressou a Trump a necessidade de atacar o líder do Clã do Golfo.
Antes de se reunir com Trump, o presidente de esquerda da Colômbia vinha sendo pressionado por sua suposta falta de firmeza contra as máfias, motivo pelo qual os EUA lhe impuseram sanções. O governo e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início de conversas no Catar com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.
Petro enfrentou fortes críticas por sua política de negociar a paz com os principais grupos armados do país, que teriam se fortalecido durante seu mandato. No caso do Clã do Golfo, o próprio governo reconhece que o grupo aumentou em número de integrantes.
“Isso seria um atentado contra a boa-fé e os compromissos” assumidos até o momento no Catar, afirmou a organização narcotraficante no X, ao anunciar que se retirará da mesa de negociações “provisoriamente” enquanto seus integrantes fazem consultas sobre o anúncio.
A Colômbia tem uma longa lista de líderes assassinados, incluindo candidatos presidenciais, em alianças entre narcotraficantes, grupos paramilitares e agentes do Estado. Petro, o primeiro presidente de esquerda na história do país, já havia denunciado em 2024 outra suposta tentativa de assassinato contra ele, que o impediu de comparecer a um desfile militar em 20 de julho daquele ano.
Em 2022, uma comitiva de segurança de Petro — ex-guerrilheiro que tornou-se o primeiro líder de esquerda do país — foi alvo de uma emboscada com tiros de fuzis em uma estrada no norte da Colômbia. Na ocasião, o governo disse que o comboio foi atacado ao fugir de uma falsa blitz quando se aproximavam de San Pablo, em El Tarra, para integrar a segurança de Petro em um evento próximo.
Já em 2025, Miguel Uribe, então senador e pré-candidato à Presidência da Colômbia, foi baleado durante um evento de campanha em Bogotá, capital do país. O político, morto em agosto após ter passado semanas em estado crítico, era um dos principais nomes da oposição ao governo de Petro e havia conquistado espaço entre os líderes da direita colombiana.
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