Glitter na pele: por que o brilho do Carnaval pode causar irritações e reações tardias

Por Assessoria 09/02/2026 08h08
Por Assessoria 09/02/2026 08h08
Glitter na pele: por que o brilho do Carnaval pode causar irritações e reações tardias
Glitter na pele durante o carnaval - Foto: Divulgação/Imagem criada por Inteligência Artificial

Durante o Carnaval, o uso de glitter no rosto e no corpo se torna quase um uniforme entre foliões, musas e celebridades. O que muita gente não percebe é que, mesmo após o fim da festa e várias lavagens, o brilho pode continuar impactando a pele de forma silenciosa, causando irritações, coceira e inflamações que surgem dias depois da folia.

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349), especialista em beleza natural, o glitter não se comporta como um cosmético comum. As partículas metálicas ou sintéticas podem se alojar em poros, dobras da pele e microfissuras da barreira cutânea. “O glitter não some completamente. Ele pode migrar para regiões mais sensíveis e provocar inflamações tardias”, explica.

Um erro comum, de acordo com a médica, é acreditar que apenas água e sabonete são suficientes para remover totalmente o produto. Mesmo após o banho, fragmentos microscópicos podem permanecer aderidos à pele. Em contato com suor, atrito e calor, essas partículas podem desencadear reação inflamatória.

Denise também alerta para o uso repetido de glitter por vários dias consecutivos, prática comum durante o Carnaval. A sobreposição aumenta o risco de dermatites, especialmente em áreas como rosto, pescoço, colo, axilas e regiões de maior movimento. “A pele entra em um processo inflamatório contínuo sem que a pessoa perceba”, afirma.

Outro ponto importante é a procedência do glitter. Produtos não indicados para uso cosmético podem conter partículas irregulares e mais agressivas, aumentando o risco de microlesões. Para quem não abre mão do brilho, Denise orienta limitar a área de aplicação, evitar regiões sensíveis e retirar o produto com movimentos suaves, sem esfregar excessivamente.

Segundo a especialista, o maior erro acontece depois da folia. “Muita gente tenta compensar usando produtos fortes logo após o Carnaval, quando a pele já está sensibilizada. O ideal é permitir que a pele se reorganize antes de qualquer intervenção”, conclui.