Suspeito morto em operação no Agreste alagoano era líder de facção e tinha histórico de homicídios e tráfico, diz PC

Por Redação 04/02/2026 16h04
Por Redação 04/02/2026 16h04
Suspeito morto em operação no Agreste alagoano era líder de facção e tinha histórico de homicídios e tráfico, diz PC
Viatura pc - Foto: Reprodução



O homem que morreu durante a Operação Tríade Criminal, realizada nas primeiras horas desta quarta-feira (4) em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas, foi identificado pela Polícia Civil como uma das principais lideranças de uma organização criminosa que atuava na cidade. Segundo a investigação, ele tinha trajetória marcada por violência, envolvimento com tráfico de drogas e homicídios desde 2013.

De acordo com a corporação, Nelyn de Lima Silva, de 35 anos, ocupava posição de comando dentro do grupo. Durante o cumprimento dos mandados, ele teria reagido à abordagem e acabou baleado no confronto com os policiais. O suspeito foi socorrido e levado para um hospital do município, mas não sobreviveu.

A ação policial também terminou com cinco pessoas presas — três em flagrante e duas por força de mandados de prisão preventiva. Além disso, foram apreendidos entorpecentes e armas de fogo. O material recolhido passará por perícia e exames de balística para verificar possível relação com assassinatos registrados anteriormente em Palmeira dos Índios e cidades vizinhas.

As apurações apontam que a organização funcionava com estrutura definida e atuação contínua, impondo domínio territorial por meio de ameaças e violência. Áreas consideradas estratégicas, como a região central e o bairro Alto do Cruzeiro, estariam sob controle do grupo, o que, segundo a polícia, dificultava ações de segurança e denúncias.

O delegado João Paulo afirmou que a facção utilizava o medo para impedir a colaboração de moradores e testemunhas. Segundo ele, a desarticulação do núcleo criminoso pode abrir espaço para que vítimas procurem as autoridades. Ele destacou ainda que o suspeito morto era considerado de alta periculosidade, com extensa ficha criminal por crimes como homicídio, tráfico e associação criminosa.

Ainda conforme o delegado, o investigado apresentava comportamento extremamente violento nas ações atribuídas a ele, incluindo casos com elevado grau de crueldade.