O Agente Secreto faz cinema brasileiro chegar forte ao Globo de Ouro
O Brasil volta a experimentar um clima de final de campeonato às vésperas da cerimônia do Globo de Ouro, marcada para o próximo domingo, 11, em Los Angeles. A 83ª edição da premiação reforça um movimento iniciado no ano passado, quando a vitória de Fernanda Torres na categoria Melhor Atriz, por sua interpretação em Ainda Estou Aqui, reposicionou o audiovisual brasileiro no radar internacional e ampliou a atenção da indústria para produções do país.
No Globo de Ouro, a divisão das categorias de atuação entre drama e comédia ou musical também altera o cenário da competição: Moura não concorre com nomes como Timothée Chalamet ou Leonardo DiCaprio, posicionados em outra categoria, e enfrenta atores como Michael B. Jordan e Dwayne Johnson, em uma disputa considerada aberta.
Além do peso artístico, o perfil do Globo de Ouro contribui para ampliar as chances brasileiras. Diferentemente de premiações formadas majoritariamente por críticos norte-americanos, o evento reúne 334 votantes de 85 países, o que favorece produções internacionais com forte circulação global e campanhas estruturadas. Nesse contexto, a presença constante do diretor Kleber Mendonça Filho e da equipe do filme em debates, exibições especiais e encontros com eleitores tem sido estratégica.
A concorrência, no entanto, é acirrada. Em melhor filme em língua não inglesa, O Agente Secreto disputa o prêmio com produções como Os Excelentes, Foi Apenas um Acidente, Valor Sentimental, Cirate – A Voz de Rindi Rásda e A Única Saída. Já na categoria de melhor filme de drama, o longa brasileiro enfrenta títulos de grande orçamento e visibilidade internacional, como Frankenstein, Hamnet, Pecadores e Sarraf.
A trajetória recente ajuda a explicar o otimismo. Com a vitória no Critics Choice, o filme também conquistou o chamado trifecta da crítica norte-americana, ao ser premiado pela National Society of Film Critics, pelo New York Film Critics Circle e pela Los Angeles Film Critics Association. Ao todo, o longa soma agora 48 prêmios internacionais.
“O prêmio do Critics Choice deu uma visibilidade ainda maior para O Agente Secreto, que está tendo uma carreira excelente nos cinemas dos Estados Unidos”, afirmou Kleber Mendonça Filho, ao comentar a temporada de premiação. Segundo o diretor, o reconhecimento ajuda a ampliar o debate sobre o cinema internacional em um momento político sensível nos Estados Unidos, em que a produção estrangeira ocupa espaço central nas discussões culturais.
No circuito comercial, os números também reforçam o impacto do filme. Em sua nona semana em cartaz no Brasil, O Agente Secreto já ultrapassou 1,1 milhão de espectadores. Na França, o público se aproxima de 300 mil pessoas, e o longa tem estreias programadas para o fim de janeiro na Itália e na Espanha, além de lançamento no Reino Unido e na Irlanda em fevereiro.
A agenda internacional segue intensa. Além do Globo de Ouro, o filme concorre ao prêmio de melhor filme internacional no Independent Spirit Awards, figura entre os indicados ao Lumières, da crítica francesa, na categoria de melhor coprodução internacional, e integra a shortlist do Oscar nas categorias de melhor filme internacional e elenco. As indicações finais à maior premiação do cinema mundial serão anunciadas no dia 22 de janeiro.
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