Brasileira morta em Portugal foi assassinada pela patroa com golpe de bloco de cimento, diz MP português

Por Redação com G1 05/01/2026 20h08
Por Redação com G1 05/01/2026 20h08
Brasileira morta em Portugal foi assassinada pela patroa com golpe de bloco de cimento, diz MP português
A cearense Lucinete Freitas, que mora em Portugal, manteve o último contato com o marido em 5 de dezembro - Foto: Arquivo pessoal

O Ministério Público de Portugal informou, nesta segunda-feira (5), que a babá brasileira encontrada morta nos arredores de Lisboa foi assassinada pela patroa. Conforme o órgão ministerial, a patroa teria matado Lucinete Freitas usando um bloco de cimento para golpeá-la na cabeça. Depois, ela pegou o celular da vítima e mandou mensagens fingindo ser a babá.

O MP de Portugal disse que, no dia 5 de dezembro, a patroa (que ainda não teve a identidade divulgada) levou a cearense para um local ermo, onde a agrediu violentamente na cabeça. A vítima era "babysitter" do filho da mulher, que foi presa como principal suspeita do crime.

A mulher ainda teria jogado entulho para esconder o corpo da vítima. Ela também, conforme o MP, pegou o celular da vítima e mandou mensagens fingindo ser a babá. Se passando pela vítima, disse que estava em viagem ao Algarve (outra região de Portugal) com uma amiga, para que não desconfiassem do desaparecimento de Lucinete.

Lucinete é natural de Aracoiaba, no interior do Ceará, e morava em Portugal havia sete meses. Ela estava desaparecida desde 5 de dezembro e teve o corpo encontrado em uma mata nos arredores de Lisboa.

A suspeita, que também é brasileira, foi presa no dia 18 de dezembro. Ainda segundo o Ministério Público de Portugal, as duas tinham uma relação conflituosa.

O MP de Portugal informou que a patroa foi indicada pelos crimes de "homicídio qualificado, um crime de profanação de cadáver, um crime de detenção de arma proibida e um crime de falsidade informática". No Brasil, as tipificações similares são "homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma e falsidade ideológica".