Isenção de IR para quem ganha até R$ 5.000 é aprovada por 70% dos brasileiros, mostra Datafolha

Por Folhapress 17/12/2024 17h05
Por Folhapress 17/12/2024 17h05
Isenção de IR para quem ganha até R$ 5.000 é aprovada por 70% dos brasileiros, mostra Datafolha
Imposto de Renda - Foto: Reprodução

A proposta do governo de elevar para R$ 5.000 a faixa de renda isenta de Imposto de Renda é aprovada por 70% dos brasileiros que tomaram conhecimento do anúncio, mostra pesquisa Datafolha.

A ideia, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi o principal tema de pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no final de novembro, como forma de equilibrar, com uma notícia positiva para a população de menor renda, o impacto negativo do anúncio de cortes nos gastos públicos.

A estratégia parece ter dado certo, já que a maioria dos brasileiros, 53%, declarou estar informada -sendo 24% mais ou menos informados, 23% bem informados e apenas 6% mal informados. Em contrapartida, 47% disseram que não tomaram conhecimento.

Já em relação aos cortes de gastos a situação se inverte: mais da metade não tomou conhecimento das medidas (leia mais abaixo).

No caso da isenção para quem ganha até R$ 5.000, além dos 70% favoráveis, 26% se disseram contrários, 1% é indiferente e 2% não sabem.

Apoio ainda maior, de 77% dos brasileiros, foi dado à proposta de um novo imposto sobre os mais ricos -no corte do governo, os que têm renda mensal acima de R$ 50 mil.

Como aumentar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 significaria uma perda de arrecadação de R$ 35 bilhões ao ano, a compensação viria da criação de um imposto mínimo de até 10% para os chamados super-ricos.



O grupo mais crítico a Haddad foi aquele que se posicionou contra a cobrança de taxa mínima para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês. Nesse segmento, 48% consideram a gestão do ministro ruim ou péssima, 27%, regular, e 19%, boa ou ótima. Entre os que disseram apoiar a taxa para a alta renda, a avaliação é um pouco melhor para o ministro: 37% consideram a gestão regular, 30%, ruim ou péssima, e outros 30%, ótima ou boa.

No entanto, a avaliação volta a ter piora entre os que se declararam contra a isenção na renda média: 37% consideram a gestão de Haddad regular, enquanto para 34% é ruim ou péssima, caindo a 25% quem avalia como ótima ou boa.