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Ex-prefeito de Maceió levanta suspeitas sobre custos do Renasce Salgadinho e cobra fiscalização do MPE da Câmara de Maceió

Por Política em Pauta 30/04/2026 11h11
Por Política em Pauta 30/04/2026 11h11
Ex-prefeito de Maceió levanta suspeitas sobre custos do Renasce Salgadinho e cobra fiscalização do MPE da Câmara de Maceió
Ex-prefeito de Maceió, Corintho Campelo - Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Maceió, Corintho Campelo realizou uma série de postagens questionando os custos do projeto de revitalização do Riacho Salgadinho. Ele cobrou publicamente maior transparência sobre os custos da obra executada durante a gestão do ex-prefeito JHC.

Corintho Campelo direcionou questionamentos ao Ministério Público e à Câmara Municipal, pedindo providências para investigar os investimentos aplicados na intervenção, que classificou como uma “maquiagem” urbana.

Nas postagens, o ex-gestor destacou que o cenário atual do Riacho Salgadinho, em Maceió, apresenta não apenas possíveis problemas técnicos, mas também falhas na transparência pública. Segundo ele, “gastaram fortunas com a moldura, mas o quadro continua sendo a poluição de décadas.”

Corintho Campelo afirmou ainda que causa estranheza o que chamou de silêncio das instituições de controle. "O dinheiro público não pode ser desperdiçado em obras de fachada, enquanto o riacho clama por uma solução real”, reclamou o ex-gestor.

O ex-prefeito também cobrou a divulgação de planilhas e dados financeiros da obra, sugerindo a realização de auditorias independentes. Em sua avaliação, é essencial confrontar os valores investidos com os resultados estruturais efetivamente alcançados, que, segundo ele, ainda não são perceptíveis. “Não podemos aceitar recursos valiosos sendo usados para ocultar o esgoto. Onde estão as planilhas?”, questionou.

Campelo argumenta que a despoluição do Riacho Salgadinho exige soluções estruturais e integradas, e não intervenções pontuais. Ele defende que o problema demanda planejamento técnico rigoroso, envolvendo aspectos ambientais e sociais. “Fora desse planejamento sistêmico, qualquer intervenção é meramente paliativa e serve apenas para ocultar o esgoto que continua a correr sob a superfície”, declarou.