Flávio Bolsonaro deixa o Brasil e aliado de Trump anuncia chegada aos EUA 'em segurança'

Por Redação 27/10/2026 18h06 - Atualizado em 27/10/2026 19h07
Por Redação 27/10/2026 18h06 Atualizado em 27/10/2026 19h07
Flávio Bolsonaro deixa o Brasil e aliado de Trump anuncia chegada aos EUA 'em segurança'
Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil. A informação foi confirmada pelo advogado mexicano Simón Levy, ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA), do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informando que o senador brasileiro, candidato derrota nas eleições presidenciais do último domingo, chegou aos EUA "em segurança".

“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos”, declarou Simón Levy em uma publicação na rede social X, divulgada por volta das 15h20 desta terça-feira, 27.

Flávio Bolsonaro foi embora em menos de uma dia após dizer que não abandonaria o Brasil e que seria o líder da oposição ao Governo Lula, após o resultado das eleições. Além disso, ainda ontem, segunda-feira, 26, o ministro Alexandre de Moraes teria mandado apreender os passaportes de Flávio Bolsonaro, sob risco de fuga para os Estados Unidos.

Segundo informações atribuídas à CNN Brasil, um alto funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou que o governo americano emitiria vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada deles no país. A informação não foi confirmada oficialmente.

Entenda o caso

Na segunda-feira, a Polícia Federal solicitou a entrega dos passaportes do senador, medida posteriormente determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, diante de preocupações dos investigadores com uma possível saída do Brasil. Flávio Bolsonaro teria até as 11h de hoje, terça-feira, 27, para entregar os documentos às autoridades. Como a determinação não teria sido cumprida dentro do prazo estabelecido, a Polícia Federal procedeu ao cancelamento dos passaportes comum e diplomático do parlamentar, com o objetivo de restringir sua utilização nos sistemas internacionais de controle migratório.

A decisão judicial estaria relacionada a uma investigação envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os investigadores também teriam considerado declarações de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, que manifestou apoio à possibilidade de Flávio deixar o Brasil caso fosse derrotado nas eleições presidenciais realizadas no domingo.

A suposta saída do senador ocorreu justamente após a derrota eleitoral mencionada nas declarações de Eduardo Bolsonaro, circunstância que ampliou os questionamentos sobre uma possível tentativa de evitar medidas judiciais.

Antes da declaração de Simón Levy, aliados políticos e integrantes da defesa de Flávio Bolsonaro afirmaram à CNN que desconheciam seu paradeiro. Segundo os advogados, o último contato com o senador teria ocorrido às 16h30 de segunda-feira, 26, e havia a expectativa de um encontro nesta terça-feira para providenciar a entrega dos passaportes.

Políticos próximos ao senador passaram a defender que ele divulgasse um vídeo ou uma nota pública para esclarecer sua localização e explicar as circunstâncias de sua saída do país. Conforme os relatos atribuídos à CNN, alguns aliados tentaram contato com Flávio Bolsonaro, mas não conseguiram obter informações sobre seu paradeiro.

Além disso, o portal argentino Infobae publicou que Flávio Bolsonaro teria cruzado a fronteira brasileira em um avião privado, mas essa informação não havia sido confirmada pelas autoridades. O governo do presidente argentino Javier Milei, entretanto, negou que o senador brasileiro tivesse ingressado no país.