Lula faz história, vira eleição contra Flávio Bolsonaro e é eleito presidente do Brasil com 51,75%

25/10/2026 21h09 - Atualizado em 25/10/2026 21h09
25/10/2026 21h09 Atualizado em 25/10/2026 21h09
Lula faz história, vira eleição contra Flávio Bolsonaro e é eleito presidente do Brasil com 51,75%
Lula é reeleito - Foto: Ricardo Stuckert/Assessoria

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está matematicamente eleito presidente da República após protagonizar uma virada histórica nas eleições de 2026. Com 99% da apuração concluída, o petista alcançou 51,75% dos votos válidos e abriu uma vantagem que já não pode mais ser revertida por Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 48,25%.

A vitória ganha dimensão histórica porque Lula chegou ao segundo turno atrás do adversário e é a primeira vez, desde a implantação do sistema de dois turnos para presidente no Brasil, que o candidato que terminou a primeira votação na segunda colocação consegue virar a disputa na etapa decisiva e chegar à Presidência.

O resultado representa uma reviravolta impressionante em uma eleição marcada por forte polarização, mobilizações nas ruas, uma verdadeira guerra nas redes sociais e uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do país.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro havia conquistado 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula terminou atrás, com 53.876.617 votos, ou 45,16%.

O cenário colocou Flávio Bolsonaro em posição privilegiada para o segundo turno e obrigou Lula a buscar uma reação em apenas três semanas. A missão era especialmente difícil porque o candidato do PL ainda conseguiu agregar apoios políticos após a primeira votação e chegou à reta final tentando consolidar o eleitorado de direita.

Mas a campanha mudou de temperatura e Lula reformulou sua estratégia, intensificou as agendas públicas e apostou em uma enorme mobilização de sua militância. Ruas e redes sociais se transformaram nos principais campos de batalha para conquistar os eleitores que não haviam votado nos dois candidatos no primeiro turno e tentar reduzir a abstenção.

WhatsApp, Instagram, TikTok, X e YouTube tiveram papel central na disputa. Apoiadores dos dois candidatos organizaram comunidades, compartilharam vídeos, promoveram campanhas e travaram uma intensa batalha por engajamento durante praticamente toda a reta final.

A campanha de Lula apostou especialmente na mobilização digital para tentar reverter a desvantagem. Influenciadores, artistas, políticos e militantes passaram a divulgar conteúdos favoráveis ao petista, enquanto grupos de apoiadores intensificaram a convocação para que eleitores fossem às urnas.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro contou com uma poderosa rede de apoiadores e lideranças conservadoras. Parlamentares, influenciadores e aliados políticos fizeram campanha intensa nas plataformas digitais e também participaram de manifestações e atos públicos em defesa do candidato do PL.