Mulher que matou ex-companheiro aciona polícia após suspeitar de ameaça da própria mãe em Arapiraca
Um desentendimento familiar envolvendo uma mulher que, segundo informações policiais, matou o ex-companheiro e a própria mãe mobilizou uma guarnição do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM), na manhã desta quinta-feira (22), nas proximidades da Praça Pedro de Lima Silva, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.
De acordo com o relatório policial, a equipe foi acionada por volta das 8h para averiguar uma denúncia de ameaça. Ao chegar ao local, os militares encontraram uma das envolvidas dentro de um veículo estacionado na via pública.
A mulher relatou que havia levado a filha para ficar sob os cuidados da avó e que, ao tentar sair para trabalhar, teria sido impedida pela mãe, que fechou a porta da residência alegando que precisava conversar.
Ainda segundo a denunciante, ela temia pela própria vida por suspeitar que a mãe estaria planejando algo contra sua integridade física.
A genitora negou as acusações e afirmou que havia fechado a porta por estar vestindo apenas uma camisola. Segundo ela, a intenção era conversar com a filha sobre questões relacionadas à guarda da neta.
Homicídio do ex-companheiro foi mencionado durante a ocorrência
Durante a abordagem, a mãe relatou que a guarda da criança estaria relacionada a um homicídio cometido pela filha contra o ex-companheiro, pai da menina.
Conforme a versão apresentada pela genitora, o crime teria ocorrido após a filha não aceitar a absolvição do ex-companheiro em um processo no qual ele respondia por acusação de estupro de vulnerável contra a própria criança.
O relatório não apresenta documentos que permitam confirmar os detalhes desse processo ou as circunstâncias do homicídio mencionado.
A mulher que acionou a polícia também afirmou que existiria um boletim de ocorrência anterior no qual um primo do ex-companheiro teria relatado uma suposta tentativa da mãe de encomendar sua morte.
Entretanto, os policiais destacaram que não tiveram acesso ao documento citado e, portanto, não conseguiram confirmar a denúncia.
Caso foi encaminhado à Delegacia da Mulher
Após ouvir as versões das envolvidas, os militares liberaram inicialmente a mãe, que informou ter um compromisso na Defensoria Pública para tratar da guarda da neta.
A filha discordou da decisão e solicitou que a genitora fosse conduzida à Central de Polícia, alegando temer por sua segurança.
Posteriormente, os policiais localizaram a mãe, que concordou em acompanhar voluntariamente a guarnição até a unidade policial. Ao chegarem, a filha não estava presente.
A genitora foi liberada e manifestou interesse em registrar um boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas em favor da própria filha.
Diante disso, a equipe acompanhou a mulher até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), onde seriam adotados os procedimentos cabíveis.
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