Cliente come bolo com rato morto e dona de loja é presa em Porto Alegre

Por Terra 16/10/2026 11h11 - Atualizado em 16/10/2026 11h11
Por Terra 16/10/2026 11h11 Atualizado em 16/10/2026 11h11
Cliente come bolo com rato morto e dona de loja é presa em Porto Alegre
Bolo com rato morto - Foto: Reprodução/PCRS

Um cliente que encontrou um rato morto dentro de um bolo em uma loja de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, chegou a consumir parte do alimento antes de perceber o problema, segundo a Polícia Civil gaúcha. O episódio ocorreu na última quarta-feira (14/10), e resultou na prisão em flagrante da proprietária do estabelecimento, suspeita de crime contra as relações de consumo.

A ocorrência foi investigada pela Polícia Civil em conjunto com a Vigilância Sanitária. Durante a fiscalização, as equipes identificaram condições inadequadas de higiene, além de fezes e urina de roedores e produtos com prazo de validade vencido. Diante das irregularidades, a loja de bolos foi interditada.

A investigação começou após o cliente denunciar a presença do animal morto no bolo. Com base no relato, os agentes foram até o estabelecimento para verificar as condições sanitárias do local.

Durante a inspeção, os profissionais encontraram evidências de infestação por roedores, incluindo fezes e urina, além de alimentos vencidos. As condições identificadas motivaram a interdição do comércio.

A presença de pragas e a falta de condições adequadas de higiene em estabelecimentos que comercializam alimentos representam riscos à saúde pública, especialmente pela possibilidade de contaminação dos produtos oferecidos aos consumidores.

A dona da loja foi presa em flagrante sob suspeita de cometer crime contra as relações de consumo. A investigação está relacionada às condições em que os alimentos eram produzidos ou comercializados no estabelecimento.

A delegada Milena Simioli, titular da Delegacia de Proteção aos Direitos do Consumidor (DECON), ressaltou a importância de ações frequentes de fiscalização para proteger a população.

Segundo a delegada, a continuidade dessas operações é fundamental para preservar a saúde pública e impedir práticas inadequadas que coloquem em risco a vida e a dignidade dos consumidores.

O estabelecimento fiscalizado pertence a uma rede. Procurada pelo portal Terra, a franqueadora foi questionada sobre o episódio e sobre as providências relacionadas ao caso.

Até a publicação da reportagem, não havia posicionamento divulgado pela empresa. O perfil no Instagram dedicado às unidades da rede em funcionamento em Porto Alegre também estava fora do ar.

Em nota, a empresa afirmou que "considera inaceitável qualquer situação que coloque em risco a saúde e a segurança dos consumidores".

"A franqueadora acompanha o caso junto às autoridades competentes e ao departamento jurídico, além de conduzir uma apuração interna para esclarecer os fatos e adotar as medidas contratuais cabíveis", continua a nota.

"Embora as unidades sejam operadas por franqueados independentes, todas devem seguir as diretrizes e os padrões operacionais e sanitários estabelecidos pela rede", pontuou, acrescentando que "reforça seu compromisso com a segurança dos consumidores e seguirá colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação".