Hospital de Arapiraca é condenado a pagar R$ 210 mil após troca de bebês na maternidade

Por Redação com agências 15/10/2026 13h01
Por Redação com agências 15/10/2026 13h01
Hospital de Arapiraca é condenado a pagar R$ 210 mil após troca de bebês na maternidade
Troca de bebês em hospital de Arapiraca - Foto: Reprodução




Duas famílias de Alagoas descobriram, somente dois anos após o nascimento das crianças, que os bebês entregues a elas na maternidade haviam sido trocados. Em razão do caso, um hospital de Arapiraca foi condenado pela Justiça a pagar R$ 210 mil em indenizações e a adotar novas medidas de segurança para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.


A decisão foi proferida nesta quinta-feira (15), pela 1ª Vara da Comarca. Do montante determinado, R$ 180 mil serão destinados às famílias envolvidas, enquanto R$ 30 mil correspondem a danos morais coletivos.


Além da indenização, a unidade hospitalar deverá adequar os procedimentos de identificação dos recém-nascidos no prazo de 60 dias. Entre as determinações estão a colocação de pulseiras de identificação com os dados maternos ainda na sala de parto, antes da separação entre mãe e filho, e o registro das impressões plantar e digital dos bebês, além da impressão digital das mães.


Troca foi descoberta após vídeo nas redes sociais


O caso ocorreu em fevereiro de 2022, quando duas mulheres deram à luz no mesmo dia na maternidade. Uma delas, residente em São Sebastião, teve gêmeos, enquanto a outra, moradora de Craíbas, teve um bebê. Durante os procedimentos realizados no hospital, uma das crianças acabou sendo entregue à família errada.


A troca permaneceu desconhecida até 2024, quando uma das mães assistiu a um vídeo nas redes sociais e percebeu semelhanças entre uma criança e seus filhos. A desconfiança levou as famílias a investigarem a situação, posteriormente confirmada por exames de DNA.


Quando a verdade veio à tona, as crianças já haviam desenvolvido vínculos afetivos com as famílias que as criavam. A confirmação provocou impactos emocionais nos envolvidos e evidenciou as consequências de uma falha nos procedimentos de identificação realizados na maternidade.


Além de determinar o pagamento das indenizações, a Justiça estabeleceu mudanças nos protocolos hospitalares com o objetivo de reforçar a segurança dos recém-nascidos e impedir que episódios semelhantes se repitam.