Três policiais morrem após avião da PM cair em Santana do Paraíso, em Minas Gerais

Por Redação com O Globo 09/10/2026 19h07
Por Redação com O Globo 09/10/2026 19h07
Três policiais morrem após avião da PM cair em Santana do Paraíso, em Minas Gerais
Aeronave cai próximo ao Aeroporto de Ipatinga, no interior de MG - Foto: Reprodução | X

Uma aeronave caiu na tarde desta sexta-feira (9) nas proximidades do Aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, em Minas Gerais. O avião, de modelo PP-EJO, pertence à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG). Três pilotos que estavam a bordo morreram no acidente.

As vítimas são a primeira-tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, o tenente-coronel Luis Silvestre e a tenente Alice Almeida. Gabriela havia acabado de retornar da licença-maternidade e foi homenageada pela corporação nas redes sociais um dia antes do acidente.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na BR-458, na altura do quilômetro 43. Duas equipes foram mobilizadas para verificar o acidente. Até a divulgação das primeiras informações, os militares ainda não tinham outros detalhes sobre a ocorrência.

Segundo o site especializado em aviação AeroIn, dados preliminares da plataforma AirNavRadar apontam que a aeronave teria realizado uma arremetida com curva à esquerda antes de cair.

A aeronave é um bimotor turboélice da fabricante Beech Aircraft, modelo 300, também identificado pelo código ICAO BE30. Utilizado pela Polícia Militar em diferentes operações, o avião também é empregado no transporte de órgãos para transplantes. Originalmente, o modelo tem capacidade para nove passageiros, além do piloto. Fabricada em 1986, a aeronave tinha documentação válida até abril de 2027.

Aeronave estava com manutenção em dia, diz PM

Em coletiva de imprensa, o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional e porta-voz oficial da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), afirmou que as causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Segundo ele, a aeronave havia passado por retrofit, estava com a manutenção em dia, e as habilitações dos pilotos também estavam regulares. O voo era de rechecagem de habilitação, procedimento realizado anualmente como requisito aeronáutico para os profissionais.

As tenentes Gabriela Emília e Alice Almeida tinham mais de 300 horas de voo cada uma. O tenente-coronel Luis Silvestre, que comandava o Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado, acumulava mais de 5 mil horas de voo e era, segundo Santiago, o instrutor mais capacitado da corporação.

— Agora, o Cenipa fará os trabalhos de praxe para entender o que ocorrera para que tivéssemos este desfecho negativo — afirmou o porta-voz.

Santiago também informou que a PMMG mobilizou uma força-tarefa de acolhimento psicológico para os familiares das vítimas, que já haviam sido comunicados sobre as mortes.

— A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis — declarou.

Sequência de acidentes aéreos em MG

Na manhã desta sexta-feira, um outro acidente envolvendo uma aeronave foi registrado em Minas Gerais. O piloto de um avião monomotor morreu carbonizado após colidir contra uma estrutura do galpão do Metrô de BH e atingir a fiação elétrica do pátio de manutenção, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

De acordo com relatos, o avião estaria voando baixo pela região quando foi possível ouvir explosões partindo da aeronave e, em seguida, de um rastro de fumaça. O galpão não foi atingido pelo fogo. Vagões também não foram atingidos.