Serial killer de Maceió é condenado a 30 anos por assassinato de jovem no Vergel

Por Redação com agências 07/10/2026 16h04
Por Redação com agências 07/10/2026 16h04
Serial killer de Maceió é condenado a 30 anos por assassinato de jovem no Vergel
Serial Killer de Alagoas é condenado novamente - Foto: Reprodução MPAL




O homem apontado como serial killer de Maceió foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, ocorrido em outubro de 2023, no bairro Vergel do Lago, em Maceió. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (7), durante julgamento realizado no Fórum do Barro Duro.


O Tribunal do Júri reconheceu a responsabilidade do réu pela morte da jovem, que foi atingida por disparos de arma de fogo. A acusação foi apresentada pela promotora de Justiça Adilza de Freitas, do Ministério Público de Alagoas (MPAL), que defendeu a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento foi conduzido pelo juiz Geraldo Cavalcante Amorim.


Segundo a denúncia, o crime teria sido cometido após Mikaele rejeitar as tentativas do acusado de reatar o relacionamento. Conforme os autos, ela foi surpreendida pelas costas nas proximidades da Padaria do Tenório, no Conjunto Joaquim Leão, sem chance de reagir.


Nono julgamento


Esta foi a nona vez que o réu foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri desde a prisão, em setembro de 2024. Somadas, as condenações já ultrapassam 200 anos de prisão.


O caso de Mikaele integra a série de homicídios investigados pela Polícia Civil e atribuídos ao acusado, principalmente nos bairros Vergel do Lago, Ponta Grossa e Levada, na parte baixa de Maceió.


Investigação apontou padrão entre homicídios


A prisão ocorreu após uma investigação identificar semelhanças entre diversos assassinatos registrados na região. Segundo a polícia, as vítimas apresentavam características semelhantes e os crimes tinham elementos em comum.


Durante as diligências, os investigadores também encontraram no celular do acusado informações relacionadas a vítimas e possíveis alvos. De acordo com o MPAL, havia nomes, fotografias e datas associadas aos crimes.


A perícia balística também apontou que uma mesma arma teria sido utilizada em diferentes homicídios atribuídos ao réu.


Ainda conforme o Ministério Público, durante os inquéritos policiais, o acusado confessou a participação em 18 crimes contra a vida. Nos julgamentos, entretanto, negou algumas acusações e, em determinados momentos, afirmou ter cometido os crimes sob influência de uma entidade que chamava de “Arcanjo Miguel”.


Laudos médicos apresentados pelo MPAL concluíram que ele é imputável e possui capacidade de compreender os próprios atos.