Esposa de Lito Sousa revela estado de saúde do marido após medicação

Por Redação com MSN 24/09/2026 19h07
Por Redação com MSN 24/09/2026 19h07
Esposa de Lito Sousa revela estado de saúde do marido após medicação
Piloto Lito Sousa - Foto: Redes Sociais

Mila Seidl, esposa do piloto Lito Sousa compartilhou nas redes sociais como está o estado de saúde do piloto. Conforme ela, o quadro clínico de Lito Sousa permanece estável, sem sinais de melhora ou piora imediata, após o início do tratamento experimental contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

Ela contou que o tratamento experimental representa uma esperança inédita, mas ainda incerta, em meio a uma batalha contra uma doença rara, rápida e letal.

Mila Seidl ressaltou que o processo exige paciência, já que a progressão da doença é veloz e devastadora, enquanto o medicamento precisa de semanas para alcançar seu efeito máximo.

“Por enquanto, não tenho nenhuma notícia com mudanças para trazer para vocês. É algo com que a gente precisa ter muita paciência, porque a velocidade da doença é um ritmo muito grande, e a velocidade do remédio é outro ritmo completamente diferente“, disse.

“Enquanto o remédio leva semanas para atingir o ápice do efeito, a doença avança em semanas, então a gente tem dois timings ali completamente diferentes acontecendo”, comentou.

Lito Sousa tornou-se o primeiro ser humano a receber o fármaco ALN-6457, que foi trazido ao Brasil em caráter emergencial no início de setembro. O medicamento ainda está em fase pré-clínica, ou seja, não existem estudos formais em humanos que comprovem sua eficácia ou segurança.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade rara e fatal, causada por príons — proteínas anormais que se acumulam no cérebro e provocam degeneração neurológica acelerada. Esses príons são notoriamente resistentes a métodos convencionais de desinfecção e esterilização, o que dificulta o controle da doença.

A DCJ é considerada irreversível e, em geral, leva à morte em poucos meses após o início dos sintomas, que incluem perda de memória, alterações de comportamento e dificuldades motoras.

Diante da gravidade do caso e da ausência de alternativas terapêuticas, a Anvisa concedeu autorização emergencial para a importação e uso do ALN-6457. O pedido foi feito pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, após Lito ser aceito em um programa de uso compassivo de uma empresa estrangeira.