Empresa ligada aos R$ 2 milhões apreendidos em Maceió foi denunciada por superfaturamento em Sergipe

Por Redação com Assessoria 23/09/2026 20h08 - Atualizado em 23/09/2026 21h09
Por Redação com Assessoria 23/09/2026 20h08 Atualizado em 23/09/2026 21h09
Empresa ligada aos R$ 2 milhões apreendidos em Maceió foi denunciada por superfaturamento em Sergipe
Quase R$ 2 milhões apreendidos com diretor de empresa de iluminação de Maceió - Foto: Assessoria SSP/AL

A empresa ligada aos R$ 2 milhões apreendidos em espécie em Maceió já havia sido investigada pela Polícia Civil de Sergipe, por suspeita de superfaturamento em um contrato de R$ 10 milhões firmado com a Prefeitura de Aracaju, para a ornamentação natalina de 2024.

A apuração resultou no indiciamento dos sócios e em denúncia apresentada pelo Ministério Público por crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

A conexão entre os dois casos foi confirmada nesta quarta-feira, 23, durante uma reunião entre equipes das polícias civis de Alagoas e Sergipe. O encontro teve como objetivo compartilhar informações que possam contribuir para esclarecer a origem e a destinação dos R$ 2 milhões apreendidos na última sexta-feira, 18, em uma agência bancária no bairro do Farol, em Maceió.

Segundo a Polícia Civil de Alagoas, a investigação conduzida em Sergipe apontou que o custo estimado para executar o serviço de ornamentação natalina era de aproximadamente R$ 5 milhões. No entanto, o contrato firmado com a Prefeitura de Aracaju totalizou R$ 10 milhões, diferença de R$ 5 milhões que passou a ser investigada como possível superfaturamento.

Para fortalecer a troca de informações, o delegado Hilton Duarte, da Polícia Civil de Sergipe, esteve em Maceió acompanhado por uma equipe do Departamento de Crimes contra a Administração Pública (Deltap). O grupo foi recebido pelo delegado Igor Diego, diretor da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), responsável pelas investigações em Alagoas.

“Essa empresa já foi investigada lá em Sergipe, através do Deltap, um inquérito que foi encaminhado para a Justiça e houve inclusive denúncia. O processo está regular, está em trâmite”, afirmou o delegado Hilton Duarte.

De acordo com a investigação em Sergipe, os sócios da empresa foram indiciados ao longo das apurações e denunciados pelo Ministério Público pelos crimes de lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública.