Swifties? Novos insetos descobertos recebem nomes em homenagem a Taylor Swift

Por Redação, com Extra 14/09/2026 10h10
Por Redação, com Extra 14/09/2026 10h10
Swifties? Novos insetos descobertos recebem nomes em homenagem a Taylor Swift
Swiftiephylus e a cantora Taylor Swift - Foto: UC Riverside/Taylor Swift

Após dominar as paradas de sucesso e o universo das celebridades, a cantora Taylor Swift agora batiza um novo gênero de insetos, descoberto por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Riverside (California, EUA). A homenagem, no entanto, vai muito além de um simples gesto de fã; é uma estratégia científica para colocar os holofotes na importância da conservação da biodiversidade.

O gênero, batizado de Swiftiephylus, faz parte de um conjunto de 12 novas espécies de insetos australianos detalhadas em um estudo publicado recentemente na revista científica "Insect Systematics and Evolution". O nome é uma combinação certeira entre "Swiftie" — como são conhecidos os admiradores da artista — e "Phylus", sufixo técnico comum para o grupo.

Dentro do novo gênero, quatro espécies ganharam nomes latinizados que remetem diretamente à discografia e à persona da cantora: Swiftiephylus taylorae, Swiftiephylus amator, Swiftiephylus intrepidus e Swiftiephylus poetorum. As denominações homenageiam termos como "Taylor", "amante", "destemida" e "poetas", respectivamente.

Quem puxou a iniciativa foi Schroeder, um estudante de doutorado em entomologia que, além de cientista, é um admirador da estrela pop. Segundo o pesquisador, a escolha não foi arbitrária e tem uma explicação visual.

"O visual icônico de Taylor Swift é o cabelo loiro e os lábios vermelhos. Esses insetos são amarelo-pálidos com detalhes em vermelho por todo o corpo. No artigo, eu os descrevo como loiros", explicou ele em um comunicado oficial divulgado pela universidade.

Os pequenos insetos, que pertencem à família Miridae — a maior do mundo entre os percevejos, com mais de 11 mil espécies catalogadas — vivem associados às árvores de casuarina na Austrália. Segundo o estudo, não há relatos de que eles causem danos às plantas hospedeiras ou apresentem qualquer risco a humanos e animais.

A trajetória desses bichos até o reconhecimento científico é longa. Os espécimes foram coletados entre 1995 e 2004 durante um esforço de mapeamento de biodiversidade, envolvendo o Museu Americano de História Natural e parceiros australianos. Foram necessários anos de trabalho minucioso, analisando centenas de exemplares emprestados de museus, para que a classificação fosse finalmente confirmada.

Para Schroeder, dar o nome de Taylor Swift a essas espécies é uma forma de usar "um pouco da sua luz refletida" para iluminar a ciência.

"Para mim, como fã de longa data da Taylor Swift, pareceu autêntico homenageá-la dessa forma, além de chamar a atenção para a diversidade de insetos que ainda precisa ser descoberta", disse o pesquisador.

Em meio a um debate acadêmico sobre a prática de atribuir nomes humanos a elementos da natureza, o estudante reforça que a iniciativa tem um propósito nobre. Com a estimativa de que ainda existam cerca de 30 milhões de insetos não documentados no planeta, a taxonomia — a ciência de classificar e nomear organismos — é vista por ele como “a pedra angular” da preservação ambiental.

"Se não descrevermos as espécies, não saberemos que elas existem e não poderemos conservá-las. Homenagear Taylor dando seu nome a essas espécies é uma forma de honrar a ciência da conservação e chamar a atenção para toda a diversidade desconhecida", concluiu o doutorando, com o aval da professora e coautora do estudo, Christiane Weirauch.