Dor no joelho ao subir escadas pode ser sinal de problema
Sentir dor no joelho ao subir ou descer escadas é uma queixa frequente e nem sempre está relacionada apenas ao desgaste natural da articulação.
O sintoma pode indicar alterações ortopédicas que, quando diagnosticadas precocemente, têm maiores chances de tratamento e controle.
O ortopedista Dr. Pedro Ribeiro explica que esse movimento impõe uma sobrecarga importante sobre o joelho.
“Subir e, principalmente, descer escadas aumenta significativamente a carga sobre a articulação do joelho. Durante esse movimento, a pressão entre a patela (rótula) e o fêmur pode chegar a várias vezes o peso corporal. Quando existe algum desequilíbrio muscular, desgaste da cartilagem ou inflamação, esse aumento de carga pode desencadear dor”, explica o ortopedista.
Entre as principais causas desse tipo de dor estão a síndrome da dor femoropatelar (condromalácia femoropatelar), artrose do joelho, lesões da cartilagem, lesões meniscais, tendinites, principalmente do tendão patelar ou do quadríceps, além da fraqueza da musculatura do quadríceps e dos glúteos, que prejudica o alinhamento do joelho durante o movimento.
A intensidade do desconforto também pode variar conforme a atividade realizada.
“A dor ao descer costuma ser mais frequente porque essa fase exige um controle maior da musculatura da coxa para desacelerar o corpo. Isso aumenta a compressão da patela contra o fêmur, tornando mais evidentes problemas na articulação femoropatelar ou na cartilagem”, detalha Dr. Pedro Ribeiro.
Embora muitas pessoas convivam com a dor por semanas ou até meses, o especialista ressalta que alguns sinais não devem ser ignorados.
“É importante procurar avaliação médica quando a dor persiste por mais de algumas semanas, limita atividades do dia a dia, vem acompanhada de inchaço, sensação de travamento, falseio ou perda de força. Esses sinais podem indicar lesões de menisco, ligamentos, cartilagem ou artrose em estágios mais avançados”, alerta o ortopedista.
Além do diagnóstico precoce, medidas preventivas ajudam a preservar a saúde das articulações.
“A prevenção passa pelo fortalecimento da musculatura da coxa, quadril e core, manutenção do peso corporal adequado, prática regular de atividade física, correção de alterações biomecânicas e respeito aos limites do corpo, evitando sobrecargas sem preparo adequado”, orienta o especialista.
O tratamento depende da causa identificada e deve ser individualizado.
“O tratamento deve ser individualizado após o diagnóstico. Em muitos casos, fisioterapia e fortalecimento muscular são suficientes. Quando necessário, podem ser utilizados medicamentos para controle da dor, infiltrações com ácido hialurônico ou ortobiológicos em casos selecionados e, em situações específicas, tratamento cirúrgico”, afirma Dr. Pedro Ribeiro.
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