Justiça barra demissão do Delegado Da Cunha em São Paulo
A Justiça de São Paulo suspendeu, nesta quinta-feira, 03, a demissão do deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil), conhecido como Delegado Da Cunha, revertendo temporariamente a decisão assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A liminar impede a publicação oficial da exoneração no Diário Oficial do Estado e mantém o parlamentar no cargo de delegado da Polícia Civil até uma análise mais aprofundada do caso.
A decisão foi proferida pelo desembargador Álvaro Torres Júnior, que apontou o risco de a demissão produzir efeitos irreversíveis antes da conclusão da discussão judicial sobre a regularidade do processo administrativo disciplinar. Como se trata de uma decisão liminar e monocrática, ainda cabe recurso e o caso deverá ser analisado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo.
A defesa de Da Cunha solicitou a reconsideração de uma decisão anterior que havia negado o pedido de suspensão. Segundo os advogados, o procedimento administrativo que resultou na recomendação de demissão teria recebido novos elementos após o encerramento da fase de instrução e da apresentação das alegações finais, o que, na avaliação da defesa, comprometeria o direito à ampla defesa.
Em nota, os representantes do deputado afirmaram que a liminar assegura que Carlos Alberto Da Cunha permanece como delegado da Polícia Civil, enquanto o mérito da ação continua em tramitação.
A decisão judicial foi tomada poucas horas depois de Tarcísio de Freitas determinar a demissão do delegado, encerrando um processo disciplinar iniciado em 2020 e que aguardava decisão do chefe do Executivo paulista desde o início da atual gestão, em 2023.
O processo administrativo foi instaurado após a Corregedoria da Polícia Civil concluir que Da Cunha cometeu falta disciplinar grave durante uma operação realizada em julho de 2020, na Zona Leste da capital paulista. Segundo a investigação, após uma equipe policial libertar uma vítima de sequestro e prender um suspeito ligado ao chamado "tribunal do crime" do PCC, o delegado teria repetido parte da ação para gravar imagens destinadas às redes sociais.
De acordo com a Corregedoria, a vítima e o preso retornaram ao imóvel para encenar novamente o resgate diante das câmeras, utilizando policiais, viaturas e equipamentos oficiais em uma gravação apresentada como se registrasse o flagrante original. O entendimento do órgão foi de que a reprodução não possuía respaldo legal e configurava abuso de autoridade e constrangimento ilegal.
Últimas Notícias
Homem quebra a perna ao tentar assaltar restaurante em Palmeira dos Índios
Encontro da Saúde reúne mais de 3 mil pessoas em apoio a Daniel e Lucas Barbosa
Justiça barra demissão do Delegado Da Cunha em São Paulo
CIEE abre 125 vagas de estágio em Maceió e Arapiraca
HU realiza cirurgia para correção de malformação congênita rara
Vídeos mais vistos
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Bate-papo com jovens na Casa Nezinho
Julgamento de escultor, em Arapiraca

