Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes

Por Redação com G1 28/08/2026 18h06
Por Redação com G1 28/08/2026 18h06
Amelie Voigt Trejes é brasileira e a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes
Amelie Voigt Trejes, herdeira da multinacional WEG - Foto: Reprodução/Instagram

A catarinense Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, segundo a Forbes. Sua fortuna é estimada em R$ 5,67 bilhões (US$ 1,1 bilhão).

A herdeira da WEG desbancou o alemão Johannes von Baumbach por ser sete semanas mais jovem. Discreta e distante dos holofotes, Amelie faz parte da terceira geração de uma das famílias fundadoras da WEG.

A empresa é uma multinacional brasileira e uma das principais fabricantes de motores elétricos, equipamentos para geração e transmissão de energia e soluções para a indústria.

A fortuna de Amelie está diretamente ligada às ações que possui da companhia, uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira.

Quem é Amelie Voigt Trejes?

Amélie é descendente de Werner Ricardo Voigt, um dos três fundadores da WEG. A empresa foi criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), por Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus — as iniciais dos sobrenomes dos três deram origem ao nome WEG.

Embora não ocupe cargo executivo na companhia, ela faz parte do grupo de acionistas controladores por meio das empresas da família que possuem ações da WEG.

Segundo os registros societários mais recentes, Amelie possui:

5.282.602 ações ordinárias diretamente em seu nome, equivalentes a 0,126% do capital da WEG;
33,33% da Cladis Voigt Trejes Administradora Ltda., empresa familiar dividida igualmente entre ela e os irmãos, Felipe e Pedro;
33,33% da Clica Voigt Administradora Ltda., outra empresa da família que detém patrimônio.

Somando as ações que possui diretamente às participações por meio das empresas da família, Amelie controla aproximadamente 106,7 milhões de ações da WEG, o equivalente a cerca de 2,54% da companhia.

também integra o grupo de acionistas ligado à WPA Participações e Serviços S.A., empresa que reúne as famílias dos fundadores e detém pouco mais de 50% da WEG. Por meio dessa estrutura, as famílias mantêm o controle da companhia e têm peso nas principais decisões tomadas pelos acionistas.

A 'fábrica de bilionários' brasileira

A WEG ficou conhecida nos últimos anos como uma verdadeira "fábrica de bilionários". O modelo de sucessão adotado pelos fundadores manteve o controle da empresa concentrado nas famílias, o que levou diversos herdeiros a figurar entre os brasileiros mais ricos.

Cinco dos seis brasileiros mais jovens da lista de bilionários da Forbes pertencem à família Voigt:

Dora Voigt de Assis, 28 anos: US$ 1,4 bilhão;
Felipe Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
Pedro Voigt Trejes, 23 anos: US$ 1,1 bilhão;
Lívia Voigt de Assis, 21 anos: US$ 1,4 bilhão;
Amelie Voigt Trejes, 21 anos: US$ 1,1 bilhão.

Felipe e Pedro são irmãos de Amelie e compartilham com ela participações em empresas da família que fazem parte da estrutura de controle da WEG.

Como nasceu a WEG

Fundada em 1961, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, a WEG começou fabricando motores elétricos. Ao longo das décadas, ampliou sua atuação para diferentes áreas de equipamentos elétricos e industriais.

Hoje, a empresa produz:

motores elétricos;
geradores;
transformadores;
turbinas;
painéis elétricos;
sistemas de automação industrial;
equipamentos para geração, transmissão e distribuição de energia;
carregadores para veículos elétricos;
tintas industriais e automotivas;
componentes elétricos, entre outros produtos.

Segundo a própria companhia, o portfólio reúne mais de 1,5 mil linhas de produtos.

A multinacional está presente em 41 países, emprega mais de 45 mil pessoas e mantém fábricas, centros de distribuição e unidades comerciais nos cinco continentes.

Em 2024, a empresa nomeou, pela primeira vez no Brasil, uma mulher para sua diretoria executiva.

Uma fortuna construída pela valorização da empresa

A fortuna de Amelie está ligada principalmente à valorização das ações da WEG ao longo das últimas décadas.

A companhia se tornou uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo e uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira.

A combinação entre a valorização da companhia e a estrutura de controle criada pelos fundadores permitiu que os herdeiros acumulassem participações bilionárias na WEG sem precisar ocupar cargos de gestão.