Colombianas mortas em queda de helicóptero no Rio de Janeiro faziam passeio panorâmico de portas abertas que custou R$ 2.550

Por Redação com G1 08/08/2026 16h04
Por Redação com G1 08/08/2026 16h04
Colombianas mortas em queda de helicóptero no Rio de Janeiro faziam passeio panorâmico de portas abertas que custou R$ 2.550
Bombeiros na área de mata após queda de helicóptero, no Rio - Foto: Reprodução/TV Globo

As três turistas colombianas que morreram na queda de um helicóptero na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado, 08, pertenciam à mesma família e estavam realizando um passeio panorâmico pelos principais pontos turísticos da cidade.

A aeronave com as vítimas caiu em uma área de mata íngreme próxima à Vista Chinesa, na Floresta da Tijuca, e nenhum dos quatro ocupantes sobreviveu.

As vítimas foram identificadas como Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique, todas colombianas. O piloto da aeronave era Alessandro Rocha. Os quatro morreram carbonizados após o helicóptero explodir durante a queda e provocar um incêndio na vegetação.

Segundo informações sobre a contratação do passeio, as turistas haviam escolhido a modalidade conhecida como "doors off", expressão em inglês utilizada para voos panorâmicos realizados com as portas da aeronave abertas. A experiência é oferecida pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP), que comercializa diferentes opções de voos turísticos sobre o Rio de Janeiro.

O passeio contratado pelas três colombianas tinha duração prevista de aproximadamente 20 minutos e incluía o sobrevoo da Floresta da Tijuca, justamente a região onde ocorreu a queda. De acordo com o comprovante de pagamento, o grupo desembolsou R$ 2.550 pela experiência.

A empresa oferece voos panorâmicos com diferentes durações e roteiros turísticos. Conforme informações disponíveis no site da VRP, algumas experiências podem chegar a uma hora de duração e ultrapassar R$ 1.300 por pessoa.

O helicóptero envolvido no acidente era um Robinson R44, de prefixo PP-MFS. A aeronave caiu em uma encosta de difícil acesso e, após o impacto, houve uma explosão seguida de incêndio. As chamas se espalharam pela mata e mobilizaram equipes especializadas do Corpo de Bombeiros.

Cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais participaram da ocorrência. Os bombeiros precisaram utilizar técnicas de acesso por cordas e equipamentos de segurança para chegar à área onde estavam os destroços.

De acordo com o tenente-coronel Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, a localização do acidente tornou o trabalho das equipes especialmente complexo. "A maior dificuldade das equipes no momento é o acesso, tanto para entrar no local quanto para sair. A aeronave caiu em uma região de mata muito íngreme, com áreas de precipício, onde só é possível trabalhar com técnicas de corda e equipamentos de segurança", explicou.

O incêndio provocado pela explosão do combustível também precisou ser controlado antes do avanço dos trabalhos de resgate. Segundo o porta-voz, as chamas já haviam sido totalmente extintas quando as equipes concentraram esforços no acesso aos destroços e às vítimas.

"Quando chegamos, além do helicóptero, havia também um incêndio provocado pela explosão do combustível da aeronave. Esse incêndio já foi totalmente extinto", afirmou Contreiras.

Com a área controlada, uma das prioridades passou a ser a criação de acessos mais seguros e rápidos para permitir a atuação da perícia da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), além da retirada dos corpos.

"Agora, nosso desafio é encontrar acessos mais rápidos para facilitar o trabalho da perícia da Polícia Civil e do Cenipa, além da futura retirada dos corpos. Estamos trabalhando para que isso aconteça o quanto antes, de preferência ainda hoje", declarou o tenente-coronel.