Empresário vira réu por receptação de 219 kg de cabos furtados da Equatorial em Maceió
Um empresário se tornou réu na Justiça após o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE/AL) denunciar o suspeito pelos crimes de receptação de materiais elétricos furtados e posse ilegal de carregador de arma de fogo e munições de uso restrito. A denúncia, apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Capital, foi recebida pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Maceió, que dará continuidade à ação penal.
A decisão judicial é um desdobramento de uma operação policial realizada no dia 8 de maio deste ano, em uma loja de sucata de metais localizada no bairro da Levada, em Maceió. A ação tinha como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por furtar e receptar materiais pertencentes à concessionária Equatorial Alagoas.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram aproximadamente 219 quilos de materiais de uso exclusivo da distribuidora de energia, entre cabos de cobre, fios rígidos, conectores, estribos e grampos. Além dos equipamentos, foram apreendidos um carregador de pistola e sete munições intactas de calibre 9 milímetros, classificadas como de uso restrito.
O empresário foi preso em flagrante no dia da operação, mas acabou sendo colocado em liberdade poucos dias depois, após o pagamento de fiança. Durante o depoimento, ele afirmou aos policiais que havia comprado os materiais, porém não conseguiu informar quem teria realizado a venda.
De acordo com o promotor de Justiça José Carlos Castro, responsável pela denúncia, a receptação de cabos e equipamentos elétricos representa um dos principais fatores que estimulam os furtos desse tipo de material em Maceió. Segundo ele, a prática criminosa vem causando prejuízos frequentes a residências, estabelecimentos comerciais, postes e prédios públicos.
Ainda conforme o representante do Ministério Público, além dos danos financeiros provocados pelos furtos, a retirada desses equipamentos compromete o fornecimento de energia elétrica, causando interrupções no serviço e prejuízos considerados significativos para a população.
Além da pena referente à receptação, o acusado também poderá responder pela posse ilegal do carregador de pistola e das munições de uso restrito.
O Ministério Público também solicitou à Justiça que, em caso de condenação, o empresário seja obrigado a pagar uma indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais coletivos. O valor, segundo o pedido, deverá ser destinado ao Fundo Estadual Especial de Segurança Pública de Alagoas ou a outro fundo voltado à proteção e reparação de interesses difusos e coletivos.
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