Mulher denuncia clínica após ter cabelo raspado em exame toxicológico para CNH
Uma mulher em João Pessoa, na Paraíba, denunciou uma clínica após afirmar que teve parte do cabelo raspada durante a realização do exame toxicológico exigido para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O caso repercutiu nas redes sociais e levou a jovem a registrar boletim de ocorrência e buscar reparação judicial.
Segundo o relato de Ana Karolina, a coleta foi realizada em um laboratório credenciado para o exame toxicológico. A influenciadora afirma que a profissional responsável retirou uma quantidade muito maior de fios do que a necessária, deixando uma falha visível no couro cabeludo. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela mostra o resultado e diz ter se sentido constrangida e abalada emocionalmente.
— Perguntei se ela estava cortando apenas os 3 cm necessários, e ela respondeu que sim. Após a primeira coleta, disse que o material não servia. Então, cortou meu cabelo novamente. Foi nessa segunda tentativa que ela deixou um buraco enorme e muito visível na minha cabeça — escreveu Ana Karolina.
De acordo com a regulamentação do exame, a amostra de cabelo deve ser coletada preferencialmente na região posterior da cabeça, próxima à nuca, de forma que não deixe falhas aparentes. A quantidade necessária corresponde, em geral, à espessura aproximada da carga de uma caneta esferográfica, suficiente para identificar o uso de substâncias psicoativas em uma janela de detecção de cerca de 90 dias.
A influenciadora afirma que, além do dano estético, precisou alterar o penteado para esconder a área raspada. Ela também questiona a conduta da clínica e diz que não foi informada previamente sobre a quantidade de cabelo que seria retirada.
— Está um buraco. Não veio um pedido de desculpas, a clínica disse que esclareceria na segunda, mas e a moça que fez [o serviço]? — disse a mulher nas redes.
O exame toxicológico passou a ser exigido também para candidatos à primeira habilitação das categorias A e B após mudanças na legislação de trânsito. O teste é realizado a partir de amostras de cabelo ou, quando necessário, de pelos do corpo, e busca identificar o consumo recorrente de drogas em um período que varia entre 90 e 180 dias, dependendo do tipo de amostra coletada.
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