Levantamento aponta que brasileiros gastaram mais de R$ 13 bilhões com canetas emagrecedoras

Por Redação com Panorama Farmaceutico 12/07/2026 17h05
Por Redação com Panorama Farmaceutico 12/07/2026 17h05
Levantamento aponta que brasileiros gastaram mais de R$ 13 bilhões com canetas emagrecedoras
Mounjaro (tirzepatida) - Foto: divulgação Lilly

As chamadas canetas emagrecedoras movimentaram mais de R$ 13 bilhões em apenas uma ano no Brasil. A informação foi divulgada após um levantamento da Close-Up International Brasil.

Conforme o levantamento, brasileiros estão buscando os medicamentos análogos de GLP-1, como Mounjaro, Wegovy e Ozempic como ferramenta de emagrecimento. O grande destaque do período foi o Mounjaro, que liderou o ranking de faturamento, com R$ 8,52 bilhões em vendas. Na segunda posição aparece o Wegovy, com R$ 3,74 bilhões, enquanto o Ozempic alcançou R$ 1,10 bilhão.


Além de liderar em receita, o Mounjaro também ficou à frente em número de unidades comercializadas. A caneta emagrecedora vendeu 4,5 milhões de unidades no período analisado, registrando um crescimento superior a 2.070%.

O Wegovy também apresentou avanço nas vendas, embora em ritmo menos acelerado. O medicamento, que já operava em um patamar elevado de comercialização, registrou crescimento de 18% e chegou a 2,2 milhões de unidades vendidas.

Segundo Bianca Lamim, analista de dados de vendas e consumo da Close-Up International Brasil, o crescimento das canetas emagrecedoras foi impulsionado pela chegada de novos medicamentos ao mercado. A expectativa é de que esse movimento ganhe ainda mais força com a queda da patente da semaglutida, o que pode ampliar a concorrência e favorecer o aumento das vendas nas farmácias.

Outro fator que pode ajudar a explicar a expansão do mercado é a redução dos preços provocada pela chegada de novos concorrentes. Para a endocrinologista Flávia Maia, presidente da Regional Minas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), a maior acessibilidade financeira tem permitido que mais pacientes tenham condições de utilizar esses medicamentos.

De acordo com a especialista, pessoas que anteriormente não conseguiam arcar com os custos do tratamento passaram a ter maior possibilidade de acesso diante da redução dos preços.