Secretária da Mulher de Arapiraca faz apelo para localizar feminicida que está foragido

Por Redação 11/07/2026 18h06
Por Redação 11/07/2026 18h06
Secretária da Mulher de Arapiraca faz apelo para localizar feminicida que está foragido
Ednaldo da Silva está foragido - Foto: Divulgação

A secretária da Mulher de Arapiraca, advogada Paula Tainá Cavalcante, fez um apelo público para ajudar na localização do autor do feminicídio de Silvânia Maria da Silva, de 36 anos. O crime ocorreu no dia 18 de junho, no bairro Massaranduba, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.

O homem, de 41 anos e ex-companheiro da vítima, está foragido desde o dia do crime. A mobilização ganhou força após uma das filhas de Silvânia, que também é filha do suspeito, procurar a secretária e pedir ajuda para ampliar a divulgação do caso.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Paula Tainá pediu que a população compartilhe as informações e a imagem do suspeito para contribuir com o trabalho das forças de segurança.

Paula Tainá destacou que a filha da vítima pediu sua colaboração para dar maior visibilidade ao caso e ajudar na localização do suspeito. “A filha de Silvânia, que também é filha do suspeito, pediu a minha ajuda para colaborar na divulgação do caso, para que ele seja localizado e responda pelo crime”, declarou.

A secretária também fez um apelo direto para que o suspeito se apresente às autoridades e responda judicialmente pelas acusações.

“Você acha mesmo justo que a sua filha esteja pedindo ajuda das pessoas para que a mãe dela possa descansar em paz e para que a justiça no caso de Silvânia seja feita? Apresente-se e responda pelo crime que você cometeu”, pediu Paula Tainá.

Segundo a secretária, a mobilização nas redes sociais pode ser fundamental para ampliar o alcance das buscas. “Se a internet tem potencial para viralizar vídeos sem a menor relevância, que possamos hoje fazer uma corrente do bem e nos unir para que ele seja localizado, independentemente de onde esteja".

Sobre o crime

Silvânia Maria da Silva foi encontrada morta dentro de sua residência, em um conjunto residencial no bairro Massaranduba. A Polícia Civil foi acionada após receber uma denúncia de que a mulher teria sido agredida pelo ex-companheiro e estaria trancada no imóvel.

Após entrarem na residência, os policiais encontraram Silvânia sem vida. Inicialmente, o caso apresentava indícios de morte por enforcamento, mas o exame cadavérico realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi politraumatismo provocado por espancamento.

Silvânia e o principal suspeito mantiveram um relacionamento por cerca de 20 anos e tiveram duas filhas, ambas agora maiores de 18 anos. O casal estava separado desde março. Conforme os levantamentos policiais, o homem não aceitava o fim do relacionamento e havia retornado recentemente de São Paulo, onde estava trabalhando.

No dia do crime, o suspeito teria ido até a residência da ex-companheira, onde ocorreu uma discussão. De acordo com as investigações, Silvânia teria sido agredida com um pedaço de madeira. Uma corda também teria sido utilizada durante o crime.

Ainda segundo as informações apuradas pela Polícia Civil, após o feminicídio, o suspeito teria tentado tirar a própria vida, mas a corda se rompeu. Em seguida, ele teria colocado o corpo de Silvânia sobre uma cama e fugido do local em uma motocicleta.

Uma testemunha relatou à polícia que o suspeito teria confessado o crime. Há também a informação de que ele teria enviado uma mensagem de áudio a um amigo antes de desaparecer.

Informações que possam ajudar na localização do suspeito devem ser repassadas ao Disque Denúncia 181. A ligação é gratuita e o anonimato do denunciante é garantido.